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Biografias

Cineasta e ator paulista

Zé do Caixão

13/03/1936, São Paulo (SP)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Divulgação/Unicamp

Divulgação/Unicamp

José Mojica Marins

José Mojica Marins é mais conhecido como Zé do Caixão, seu personagem mais famoso. Marins desenvolveu um estilo próprio de filmar. Censurado pela ditadura, e desprezado pela crítica nacional, passou a ser reverenciado após seus filmes começarem a ser considerados cult no circuito internacional. O cineasta também se candidatou diversas vezes a cargos políticos na cidade de São Paulo.

Quando criança, Mojica gostava de ler gibis e de assistir filmes na sala de projeção em que seu pai trabalhava.Os primeiros filmes de José Mojica Marins, ainda mudos e feitos em 16 mm, na década de 1940, foram: "A Mágica do Mágico" , "Sonhos de Vagabundo", "Beijos à Granel" e "A Voz do Coveiro".

Em 1955, iniciou seu primeiro filme em 35mm sonoro, o inacabado "Sentença de Deus", e fundou a Companhia Cinematografia Apolo. No ano seguinte criou uma escola de atores. Seu primeiro filme sonoro completo surgiu em 1957, "Sina de Aventureiro", um faroeste em Cinemascope.

Em 1962 apareceu o Zé do Caixão, no filme "À Meia-Noite Levarei Sua Alma", e a partir daí Mojica assumiu definitivamente o personagem nos filmes. Zé do Caixão nasceu de um pesadelo de Mojica. No sonho, um homem de capa preta e cartola arrastava o cineasta para o túmulo onde estavam as datas de seu nascimento e morte.

Ninguém o levava a sério até seus filmes serem reconhecidos internacionalmente. Na década de 80, por necessidade, entrou no mercado dos pornôs, assinando vários filmes com o pseudônimo de J.Avelar. No exterior, ficou conhecido como Coffin Joe.

Na TV Bandeirantes fez "Além, Muito Além do Além" (67/69), e na TV Record o "Show do Outro Mundo" (81). Em 1996 retornou com "Cine Trash" na TV Bandeirantes e voltou à direção no filme "Adolescência Em Transe", um projeto antigo.

Em 1998 foi lançada a sua biografia, "O Maldito", de autoria de dois pesquisadores da Folha de S. Paulo. Entre longas, curtas, direção e atuação, José Mojica Marins participou de mais de 150 filmes.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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