Filho de Dario 1º., imperador persa, Xerxes herdou o trono por designação do pai, apesar de não ser o primogênito. Após assumir o trono empreendeu a pacificação do
Egito e em seguida sufocou as revoltas na Babilônia.
A fim de vingar-se da derrota de seu pai para os gregos na batalha de
Maratona (490), continuou as chamadas
Guerras Médicas. Com um exército de aproximadamente 300 mil soldados (contra 7 mil soldados gregos) atravessou o estreito de Helesponto em 480 a.C. e mandou construir um canal que atravessava a península de Atos para facilitar a passagem da frota.
Após derrotar o exército de
Leônidas no desfiladeiro de Termópilas, Xerxes saqueou a Ática e, ao tomar Atenas, arrasou os santuários da acrópole. Mas seu exército foi derrotado em Salamina em conseqüência dos graves erros táticos que cometeu.
Xerxes recuou para a Ásia, mas deixou na
Grécia duas unidades de seu
exército, sob o comando do primo Mardônio. Este também foi derrotado e morto na batalha de Platéia (479). As tropas persas puseram-se em fuga acelerando a vitória total dos gregos. Xerxes nunca chegou a se recuperar dessa derrota e em seguida abandonou as ambições militares.
Nos seus últimos anos dedicou-se à construção de palácios e monumentos que contribuíram para o embelezamento de Persépolis. Erigiu seu próprio palácio, semelhante ao de Dario, e um edifício chamado Harém pelos arqueólogos, composto de uma série de aposentos, que se acredita tenha servido para guardar os tesouros do império.
Ocupou-se ainda com diversas questões religiosas e acredita-se que impôs o zoroastrismo em seu reino. Foi assassinado em Persépolis juntamente com seu primogênito e sucedido no trono por outro seu filho, Artaxerxes 1º.
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