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Político baiano

Antonio Carlos Peixoto de Magalhães

04/09/1927, Salvador (BA)
20/07/2007, São Paulo (SP)

Da Página 3 Pedagogia e Comunicação

Folha Imagem

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Senador Antonio Carlos Magalhães, que governou o Estado da Bahia três vezes

Antonio Carlos Peixoto de Magalhães, também conhecido por suas iniciais, ACM, foi um dos políticos mais influentes do país entre a década de 1960 e os cinco primeiros anos do século 21. Seu poder ultrapassou as fronteiras da Bahia, Estado de seu nascimento, que governou em três oportunidades, e por onde se elegeu para o Congresso Nacional.

Médico de formação, ACM começou a carreira política como deputado estadual, em 1954, pela União Democrática Nacional (UDN). Foi eleito deputado federal em 1958 e 1962. Apoiou o golpe militar de 1964 e, dois anos depois, foi reeleito deputado federal pela Arena (Aliança Renovadora Nacional). Em1967, foi nomeado prefeito de Salvador. Realizou obras de modernização na cidade, o que fez crescer a sua importância política.

ACM foi governador da Bahia de 1971 a 1975, de 1979 a 1983 e de 1991 a 1994. À frente do governo estadual também se destacou por imprimir maior dinamismo à administração pública, com o que ganhou cada vez mais prestígio. Soube valorizar o patrimônio histórico e cultural da Bahia usando-o tanto em benefício do Estado, quanto de seu grupo político.

Por sinal, consolidou seu poderio local de tal modo, que ficou conhecido como uma espécie de "rei" da Bahia. Tornou-se ainda líder de uma corrente política que se chamou "carlismo". Para isso, foi decisiva sua ruptura com os governos militares, já no ocaso do período autoritário. Foi um dos membros da dissidência que deu origem ao Partido da Frente Liberal (PFL, atualmente Democratas - DEM). Assim projetou-se na vida política nacional, da qual já era uma influência decisiva.

Em janeiro de 1985, o PFL apoiou a eleição à presidência da República de Tancredo Neves, que marcou o fim do regime militar. Em virtude da morte inesperada de Tancredo, o vice José Sarney assumiu a presidência e ACM tornou-se ministro das Telecomunicações, tendo sido o mais poderoso ministro civil dessa gestão.

Eleito senador pela Bahia, ACM presidiu o Senado e o Congresso entre 1997 e 2001. Naquele ano, porém, teve o seu nome envolvido em um caso de fraude no painel de votação do Senado e renunciou ao mandato, disposto a retornar nas eleições do ano seguinte, o que realmente aconteceu.

Com sua influência, contribuiu ainda para a eleição de Paulo Souto ao governo da Bahia, e de Antonio Carlos Magalhães Neto à Câmara Federal. Em 2004, o candidato que recebeu seu apoio a prefeito de Salvador, o ex-governador e senador César Borges, foi derrotado pela oposição, que elegeu João Henrique Carneiro como prefeito. Nas eleições de 2006, seu candidato ao governo estadual baiano perdeu, para o petista Jaques Wagner.

No projeto político de ACM, esteve a possibilidade de eleger seu filho, o deputado federal Luís Eduardo de Magalhães, à presidência da República. Contudo, aos 43 anos, Luís Eduardo foi vítima de um infarto. Tratou-se de um dos maiores reveses da vida do senador. Mesmo assim, ele conseguiu se recuperar e tentou fazer do neto, que também se elegeu deputado federal, seu herdeiro político.

Com problemas cardíacos, o senador Antônio Carlos Magalhães foi internado no Instituto do Coração em São Paulo, onde faleceu de falência múltipla dos órgãos, aos 79 anos. Até o final de sua legislatura, que se encerra no ano de 2011, será substituído por seu filho, Antônio Carlos Magalhães Júnior, que assume a vaga de senador como suplente.
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