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Biografias

Presidente do Brasil - de 31/8/1969 a 30/10/1969

Augusto Rademaker

11/5/1905 - Rio de Janeiro, RJ
13/9/1985 - Rio de Janeiro, RJ

Da Redação
Em São Paulo

Palácio do Planalto

Palácio do Planalto

Augusto Rademaker nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de maio de 1905. Militar, participou do movimento político de 1964 que depôs o presidente João Goulart e governou o país numa junta militar autodenominada de Comando Supremo da Revolução.

Exerceu o ministério da Marinha e da Viação e Obras Públicas, nos primeiros dias do governo de Castello Branco e voltou a ter o título de ministro da Marinha na gestão de Costa e Silva (1967-1969).

Exerceu o cargo de presidente da República numa junta composta pelos ministros Aurélio de Lyra Tavares, do Exército, Márcio de Sousa e Mello, da Aeronáutica, e Augusto Rademaker, da Marinha, em 31 de agosto de 1969, quando o presidente Artur da Costa e Silva foi afastado devido a uma trombose cerebral. A nomeação da junta composta por militares foi feita pelo Alto Comando das Forças Armadas, que temia a abertura do Congresso e suspenção dos atos institucionais que vigoravam.

Este período teve grande conturbação política, incluindo o seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick no Rio de Janeiro, em 4 de setembro de 1969, por movimentos rebeldes ALN (Ação Libertadora Nacional) e do MR-8 (Movimento Revolucionário 8). Entre outras exigências, os militantes exigiam a libertação de presos políticos. O governo atendeu a condição dos sequestradores e libertou 15 pessoas em troca da liberdade do embaixador.

Após o episódio, o governo militar decretou mais dois atos institucionais, o AI-13, que estabeleceu a pena de banimento em caso de ameaça à segurança do Estado e o AI-14, que instituiu a pena de morte e prisão perpétua para casos de guerra revolucionária ou subversiva.

Em outubro de 1969, a junta militar editou o AI-16, que extinguiu o mandato do presidente Costa e Silva e de seu vice Pedro Aleixo e criou um calendário para a nova eleição presidencial. Numa manobra política para acabar com a oposição à indicação do general Emílio Garrastazu Médici, foi instituído ainda o AI-17, que mandava para a reserva os militares considerados ameaçadores à coesão das forças armadas.

Ainda com o objetivo de reprimir os movimentos de esquerda, a junta editou a emenda constitucional número 1 ao AI-5, um dos mais populares que foi criado em 1967 instituindo a censura, através da qual aumentavam os poderes punitivo e repressivo do Estado. Em 22 de outubro de 1969, o Congresso Nacional foi reaberto para eleger Emílio Médici como presidente e Augusto Rademaker, como vice.

Morreu no Rio de Janeiro em 13 de setembro de 1985.

Com informações do Centro de Informação de Acervos dos Presidentes da República e Almanaque Abril. Imagem gentilmente cedida pelo Palácio do Planalto.
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