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Biografias

Pintor e desenhista brasileiro

Victor Meirelles

1/08/1832, Desterro, hoje Florianópolis (SC)
22/02/903 Rio de Janeiro (RJ)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

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Vítor Meirelles, em retrato desenhado por A. Pelliciari (1915)

Em 1832, o Brasil vivia uma época conturbada, cheia de revoltas - contra os regentes, a favor deles, pela volta de Pedro 1o, e até por uma certa autonomia regional. Victor Meirelles de Lima nasceu nesse ano. Seu primeiro mestre de desenho foi o engenheiro argentino Marciano Moreno. Aos 15 anos, foi para o Rio de Janeiro e se matriculou na Academia Imperial de Belas Artes onde cursou de pintura histórica.

Como ainda não havia ensino superior no país, a saída era fazer faculdade na Europa, para quem podia pagar ou conseguia uma bolsa. Foi o caso de Victor , que conquistou uma bolsa e foi estudar pintura na Itália e na França, em 1853. Em Roma, assistiu às aulas dos pintores Tommaso Minardi (1787-1871) e Nicola Consoni (1814-1884).

Quatro anos mais tarde, ganhou uma extensão da bolsa e matriculou-se na Escola Superior de Belas Artes, em Paris. Nas aulas com o mestre Leon Cogniet (1794-1880) e com Andrea Gastaldi (1810-1889), entrou em contato com a pintura purista, de desenho e cores mais suaves que na escola neoclássica, então em voga.

Meirelles estudou as obras dos artistas da Escola Veneziana, Ticiano (1488-1576) e Veronese (1528-1588).

Consagrado como pintor histórico, seu quadro mais reproduzido nos livros escolares é "A Primeira Missa no Brasil", feito durante sua estadia na França e exposto no Salão de Paris de 1861. Retrata a primeira missa da maneira como foi descrita na carta de Pero Vaz de Caminha, e muitos intelectuais do século 19 o consideraram como a primeira grande obra de arte brasileira.

Nesse mesmo ano retornou ao Brasil e foi nomeado professor de pintura histórica da Academia Imperial de Belas Artes, no Rio. Exerceu o cargo até 1890 e formou uma geração de pintores importantes.

Duas de suas maiores telas, "Combate naval de Riachuelo" também conhecido como "Batalha de Riachuelo" e "Passagem do Humaitá" foram feitas nos anos seguintes.

Na Exposição Geral de Belas Artes, Victor expôs a pintura "Batalha dos Guararapes" ao lado da "Batalha do Avaí", de Pedro Américo. A apresentação das duas obras, a primeira sobre a luta contra os holandeses e a segunda sobre a guerra do Paraguai, gerou uma grande polêmica, sobre quem seria o autor do melhor quadro.

Meirelles, cansado da pintura histórica, criou uma empresa especializada em pintar de panoramas, a partir de 1886: "Panorama Circular da Cidade do Rio de Janeiro" foi feito na Bélgica, em parceria com Henri Langerock (1830-1915) e "Entrada da Esquadra Legal no Porto do Rio de Janeiro em 1894". A Academia Imperial passou a ser Escola Nacional de Belas Artes, com a proclamação da República (1889), e os antigos professores, como Victor, foram demitidos. Ele passou a ser marginalizado, visto como pintor da monarquia.

Veja errata.

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