Todos os vegetais são seres autótrofos, ou seja, produzem seu próprio alimento realizando o processo da
fotossíntese. Para isso, necessitam de gás carbônico, encontrado na atmosfera, de água e sais minerais, encontrados basicamente no solo, e essencialmente de luz solar.
Tudo isso faz ocorrer a formação da
glicose (alimento para planta) e liberação de oxigênio para o ambiente.
Mas, se as plantas se alimentam assim, por que existem
plantas carnívoras que "devoram" animais? E quais são os recursos que elas utilizam para "caçá-los"?
Complemento alimentar
Basicamente, essas plantas precisam complementar sua dieta com proteínas de origem animal, recebendo assim grande quantidade de nitrogênio, visto que o solo onde se encontram é pobre em nutrientes. Assim, para se adaptar e sobreviver, passaram a consumir diferentes animais tais como, insetos e aranhas (artrópodes), lesmas e caramujos (moluscos), e ocasionalmente pequenos vertebrados, como sapos, pássaros e roedores.
Sua digestão ocorre da seguinte forma: as enzimas aceleram o processo de quebra do alimento, transformando-o em substâncias menores que são absorvidas diretamente pelas folhas.
Dionea muscipula
Há diferentes espécies de plantas carnívoras com as mais diversas armadilhas para atrair e capturar suas presas. Dentre elas, podemos citar a
Dionea muscipula, que funciona como se fosse uma jaula. Os
insetos são atraídos pelo odor que a planta exala de seu centro. Quando eles pousam em seu interior, pretendendo alimentar-se, automaticamente a
Dionea se fecha, prendendo o animal. Ela o digere através da liberação de enzimas digestivas. Quando termina "a refeição", as folhas se abrem novamente, prontas para uma nova captura.
Já a
Drosera glanduligera atrai os insetos através do odor do seu néctar. Ela apresenta uma substância pegajosa na ponta de cada folha e em toda sua extensão. Ao pousar, o inseto fica grudado na substância e acaba sendo digerido.
Plantas carnívoras em forma de jarro
As plantas do gênero
Nepenthes têm a forma de um jarro para capturar suas presas. O animal é atraído pelo odor e pela cor da planta. Quando o inseto entra no jarro, suas asas ficam molhadas em contato com as paredes. Então, a vítima tenta escalá-las, mas existem cristais serosos que acabam se quebrando. Resultado: o animal cai no fundo do jarro, que contém substâncias secretadas pela planta e enzimas digestivas.
Nessa planta há uma tampinha que se encontra na parte superior do jarro. No entanto, ela não auxilia o processo de captura da presa. Sua função é apenas interferir na entrada de água da chuva, evitando diluir a substância em seu interior. As plantas do gênero
Nepenthes chegam a ingerir pequenos vertebrados. Acredita-se que estes animais entram nelas à procura de insetos e acabam caindo no fundo do jarro, de onde não conseguem escapar por serem pequenos ou estarem debilitados.
Finalmente, há ainda as plantas carnívoras do gênero
Sarracenia, em que o processo de captura é parecido com o das
Nepenthes, mas no interior de seu jarro encontram-se pêlos invertidos, que dificultam a saída da presa.
Bem, para terminar, as plantas carnívoras têm este nome, pois são capazes de atrair, prender e principalmente digerir suas presas. Mas não há motivo para nós, seres humanos, temê-las. Ao contrário do que mostram os filmes de ficção científica, elas não são gigantes. Em sua maioria, não ultrapassam alguns centímetros de comprimento.
Leia mais sobre plantas carnívoras no HowStuffWorks
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