
| O
cerrado ocorre principalmente na região Centro-Oeste, em partes de
Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Piauí, Maranhão e na
porção setentrional da região Norte. O clima da região
é tropical, com uma estação seca que se estende de
cinco a sete meses de duração. Aqui, ao contrário do
que se verifica na caatinga, os rios não secam, embora tenham o seu
volume de água diminuído. A
vegetação do cerrado se compõe de arbustos e pequenas
árvores com troncos tortuosos, casca e folhas grossas, típica
de climas secos. Entretanto, não há falta de água
na região. Encontra-se um grande lençol de água a
cerca de 20 metros de profundidade no solo. Para buscar essa água,
as árvores da região desenvolvem longas raízes. |
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| Se
não há falta de água, por que a vegetação
tem características comuns aos ambientes secos? A razão disso
é que o solo do cerrado tem excesso de alumínio, sendo, por
isso, muito pobre em nutrientes. Uma outra peculiaridade observada nas árvores
do cerrado são os sinais de queimadas que seus troncos apresentam.
De fato, as queimadas são comuns na região, geralmente resultantes de descargas elétricas. O fogo é importante para a vegetação local, uma vez que algumas plantas só florescem após os incêndios. E o interessante é que a maioria das plantas do cerrado possui adaptações que as protegem contra o fogo, como, por exemplo, casca grossa no tronco. Entre as espécies vegetais encontradas no cerrado, podemos citar: angico, caviúna, sucupira, barbatimão, jacarandá-do-campo, capim-flecha, ipê etc. A partir de
1975, a área do cerrado começou a ser usada para a agricultura.
Para isso, é necessária a correção química
do solo, para torná-lo próprio para o plantio. Atualmente,
desenvolvem-se no cerrado culturas como arroz, trigo, soja e feijão.
Entretanto, o uso de agrotóxicos, o desmatamento indiscriminado,
a inadequada utilização do arado e outros processos têm
colocado esse ecossistema em risco. |
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