Coluna do Celso Roberti
Ops, como sei que este é um bom curso a distância?
Difícil, não? O termo “bom” nos remete a qualidade, e por qualidade estamos falando em atender às expectativas. É básico, vale para qualquer área, mas a primeira coisa que precisamos definir é qual o nosso objetivo com o curso.
E exatamente por isso é muito difícil falarmos o que exatamente é “bom”. Porém, podemos sim, estabelecer critérios para tomar uma decisão, e com base nesses seguir o melhor caminho.
O primeiro ponto que deve ser analisado é o status do credenciamento junto ao MEC (exceção feita aos cursos livres). E, para isso, o próprio MEC disponibiliza em seu site, na secretaria de Educação a Distância, uma ferramenta de busca que permite a um usuário ver quais são estas instituições. Inclusive permite a busca por regiões.
Regiões? Soa estranho se estamos falando em EAD, não? Mas isso nos leva ao segundo ponto de análise, que diz respeito aos pólos. Conforme determinação do MEC, avaliações, apresentações específicas de projetos, devem ser realizadas presencialmente nestes locais que são chamados de pólos. Além disso, esses pontos de presença têm por finalidade servir de base ao estudante, onde poderá contar com computadores e biblioteca (sim, pode ser até aquele local onde você fuja do ambiente de casa ou trabalho para estudar em paz). Portanto verificar onde a instituição tem um pólo é fundamental para a sua decisão. Isso impacta diretamente nos investimentos planejados. Além disso, é sempre bom visitar o pólo para ver como a instituição se preparou para recebê-lo.
Outro fator importante: qual a relação entre professores (ou tutores) por aluno? Como será a disponibilidade deles para atendimento a dúvidas e acompanhamento do desenvolvimento do participante? Não se esqueça: no presencial você sabe que entrará em uma sala e lá terá um professor por um determinado período. O mesmo deve ser buscado na EAD. Você pode escutar desde um professor para cada vinte alunos, até cento e cinqüenta! Lógico que isso impacta nos investimentos, mas pode ser um ponto primordial para você. Voltamos ao nosso objetivo com o curso, não?
E, claro, suas características pessoais. Maior essa relação, menos tempo de professor à sua disposição, maior necessidade de auto-instrução, maior necessidade de prévio domínio do que será abordado. Quais ferramentas você terá para contato? Fórum, atendimento personalizado, chat, respostas às dúvidas por e-mail... Tudo isso irá ajudá-lo a entender como a instituição o apoiará. E vale aqui uma dica: toda e qualquer solicitação sobre o curso, faça por e-mail, e você verá quão ágil a instituição é no mundo virtual. Eu já cheguei a esperar mais de uma semana ;-) ...
Mas o professor trabalha com conteúdo, não? E vamos ao nosso quarto ponto: vale a pena entender como é o material, se há material impresso, se será tudo on-line e a impressão ficará por sua conta, se haverão aulas em vídeo e como essas ficarão disponíveis. Se essas aulas serão síncronas (falamos disso no artigo anterior) e como você pode ter acesso posterior. Se puder ter um exemplo de uma aula complera, melhor ainda.
Existem mais critérios? Sim, mas com isso já dá para se ter uma boa noção do comprometimento da instituição com o ensino e tirar suas conclusões. E, não vamos esquecer: EAD, mundo on-line, virtual. Faça uma pesquisa, google it,converse com estudantes da instituição, busque os resultados desses de acordo com os objetivos que você estipulou lá no início e.... Boa sorte em sua busca!
Celso Roberti
Celso trabalha com EAD (educação a distância) há dez anos. Matemático de formação e inquieto por natureza, já passou por empresas de tecnologia e educação.
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