Grandjean de Montigny (Paris, 1776 - Rio de Janeiro, 1850) foi um arquiteto de prestígio na Europa, tendo executado projetos na Itália, na França e na Alemanha. Ele veio para o Brasil em 1816, como integrante da
Missão Artística Francesa, com a incumbência de projetar e construir o prédio da Academia Imperial de Belas Artes, que foi inaugurado em 1826. Na academia, foi professor de arquitetura - o primeiro do Brasil.
Arquitetura neoclássica
Observe a imagem do Partenon no texto
O significado das construções. Agora, veja uma foto da fachada da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, que ilustra a abertura deste artigo.
Quais as semelhanças entre as duas imagens? O frontão (conjunto arquitetônico de forma triangular que decora e encima a fachada principal de um edifício), ainda que parcialmente em ruínas no Partenon, é claramente a inspiração para o realizado na fachada da Academia, bem como as colunas.
Percebe-se, portanto, que Montigny, como os artistas, pintores e escultores integrantes da Missão Francesa, seguia o estilo
neoclássico em seus projetos. Infelizmente, o prédio da Academia de Belas Artes foi demolido em 1937. O pórtico se manteve, no entanto, e foi levado para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Hoje em dia, ainda é possível ver o projeto mais importante de Montigny, pois o edifício para a Praça do Comércio do Rio de Janeiro continua está de pé. Foi encomendado por dom João 6º e realizado entre 1819 e 1820. Atualmente, abriga a Fundação Casa França-Brasil.
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| Fachada do edifício da Praça do Comércio, atualmente Fundação Casa França-Brasil |
Ao contrário da Academia Imperial de Belas Artes, podemos ver que a fachada é simples e, exceto pelo frontão, pouco lembra o estilo clássico do Partenon. O enorme espaço interno, contudo, é claramente inspirado nas basílicas cívicas romanas. Observe:
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| Interior do edifício da Praça do Comércio, atualmente Fundação Casa França-Brasil |
Veja a presença das colunas e note como, no centro do edifício, há uma cúpula, com uma abertura, que permite a entrada de luz. Esse projeto é diferente de tudo que se havia feito no Rio de Janeiro até então.
Muitos dos projetos de Montigny não saíram do papel. Outros foram demolidos. Restaram apenas, além do pórtico da Academia Imperial de Belas Artes e do edifício da Praça do Comércio, um chafariz e a residência particular do arquiteto, na Gávea - todos no Rio de Janeiro. Ainda assim, a importância de Montigny para a arquitetura brasileira é imensa. Como professor na Academia, formou novos profissionais, que souberam dar ao Brasil uma linguagem arquitetônica moderna.
Dicas de sites
No site da Fundação Casa França-Brasil você poderá conhecer mais sobre o trabalho de Montigny e sobre a história do Brasil na época de dom João 6º.
Para ver algumas imagens da residência de Montigny, basta acessar o site do Centro Cultural do PUC-RJ.
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