Assim como o
construtivismo, é um movimento de vanguarda surgido em 1950, inicialmente na música e depois passando para a poesia e as artes plásticas. Os artistas se autodenominaram concretos, em oposição ao abstracionismo.
Defendiam a racionalidade e rejeitavam a abstração lírica e aleatória. Por isso preferiam as formas geométricas. Nas obras feitas durante o movimento, não há preocupação com o tema, seu intuito era acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem.
No Brasil, com a publicação, em 1956, do Plano Piloto da Poesia Concreta, foi criado em São Paulo o movimento concreto, cuja repercussão se estendeu além da poesia, às artes plásticas, ao design e à publicidade. As exposições foram realizadas em São Paulo (1956 e 1959) e no Rio de Janeiro (1957).
Valéria Peixoto de Alencar* é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp.
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