Em 25 de janeiro de 1554, por ordem do padre
Manoel da Nóbrega, superior da Companhia de Jesus no Brasil, um grupo de 12 jesuítas (entre os quais o padre
José de Anchieta) ergueu um barracão no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí.
Ali, num local estratégico dos campos de Piratininga, pretendiam converter ao cristianismo os índios que habitavam a região. Estava fundado o Colégio de São Paulo que originou a cidade de mesmo nome - hoje a maior metrópole da América do Sul.
Aos poucos, ao redor do colégio, formou-se um povoado de índios cristianizados, elevado à categoria de vila em 1557. A região tornou-se uma espécie de ponto de partida para os portugueses que - depois de subir a serra do Mar, vindos das vilas de São Vicente ou de Santos - pretendiam desbravar o sertão brasileiro em busca de ouro e de pedras preciosas. Quem procura acha e, de fato, as expedições partidas de São Paulo - as Bandeiras - acabaram encontrando ouro na região que ficou conhecida como Minas Gerais, mas só no século 18.
São Paulo ganhou a condição de cidade em 1711, mas, a partir daí, estagnou-se, enquanto se desenvolviam as cidades mineiras de Vila Rica, Sabará e São João Del Rey. Somente no século 19, mais precisamente em 1828, quando foi inaugurada a Faculdade de Direito, a cidade voltou a adquirir importância nacional, processo que iria se acelerar no final do mesmo século e no começo do seguinte, com o desenvolvimento da cultura do café e da industrialização, respectivamente.
Quanto ao velho Colégio, continua em pé até hoje, como se vê na foto acima. Certamente, não é a antiga palhoça erguida por Anchieta e seus companheiros, embora uma parede de taipa da época tenha resistido ao tempo e lá esteja, exposta à visitação pois o prédio transformou-se num museu. Atualmente, o local se chama Praça do Pátio do Colégio e merece ser conhecido por todos os brasileiros, havendo possibilidade.
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