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4 de outubro

Este é o dia dos animais

Heidi Strecker*
Especial para Página 3 Pedagogia & Comunicação
Divulgação/WWF

O panda virou um símbolo da luta pela preservação das espécies animais

Quando a gente pensa em comemorar o dia dos animais, logo imagina um animal doméstico, como um gato, um cachorro, um peixe ou até uma tartaruga. Cuidar de um animal é uma coisa incrível e muito gostosa: dar banho, alimentar, brincar, fazer carinho. Se o animalzinho está doente, levar ao veterinário e cuidar dele. São bichos de estimação, que vivem com a gente e nos fazem muito bem.

Podemos também pensar nos animais que ajudam na nossa sobrevivência, como a vaca, a ovelha e a galinha. Podemos até pensar nos bichos de que não gostamos, como os morcegos, as lagartixas e os mosquitos. Mas eles têm um papel importante no equilíbrio entre os seres vivos e o meio-ambiente.

É possível lembrar ainda de espécies que nem existem mais, como os dinossauros. Eles desapareceram provavelmente por causa da queda de meteoros. Isso já faz muitos milhões de anos. Mas sabe quem é o maior responsável pela extinção dos animais hoje em dia? O homem.

Tanto a caça indiscriminada, quanto o comércio ilegal de animais selvagens são fatores que contribuem para a extinção de espécies inteiras. Quando destruímos o meio ambiente, o ar, o solo e a água, também estamos alterando o habitat dos animais e ameaçando sua vida. Quer um exemplo? Todos os anos, mais de um milhão de aves marinhas morrem por causa do plástico jogado no oceano. É muito triste.

É verdade que há animais domésticos que vivem no bem-bom, cercados de carinho, mas infelizmente o mesmo não acontece com os animais abandonados ou com aqueles que sofrem maus-tratos. Existem animais usados para testar produtos e muitos são submetidos a condições cruéis.

O Dia Mundial do Animal é comemorado há muito tempo, desde 1930. A data foi escolhida para homenagear São Francisco de Assis, que morreu no dia 4 de outubro de 1226. Quem decidiu foi o Congresso de Proteção Animal, realizado em Viena, na Áustria. Francisco é o santo protetor dos animais. Você já deve ter visto a imagem dele cercada de pássaros.

Apesar da existência da data comemorativa, os direitos dos animais só foram registrados muito tempo depois. A Declaração Universal dos Direitos dos Animais só foi aprovada pela Unesco, que é um órgão da ONU (Organização das Nações Unidas), em 15 de outubro de 1978.

Quais são esses direitos? O primeiro é o de existir e ser respeitado. Parece simples, mas você já parou para pensar nisso? A declaração ainda lembra que nós também somos uma espécie animal. Essa pegou fundo, hein?

Portanto não temos o direito de exterminar ou explorar os outros animais, mas devemos usar nossa consciência a serviço deles. Devemos assim proteger e evitar que os bichos sejam submetidos a maus tratos ou crueldades. Os animais têm o direito de viver livremente no seu habitat natural e se reproduzir.

Para ajudar a defender esses direitos, existem várias associações de defesa dos animais. No Brasil, a Lei de Crimes Ambientais proíbe e atribui penas a quem praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Por falar nisso, no nosso país, há mais de 250 espécies de animais ameaçados de extinção. São pererecas e rãzinhas, aranhas, vários tipos de pica-pau, de tico-tico, pintassilgos, lagartos e camaleões, tartarugas cascudas, além de mamíferos grandes como a onça pintada e o lobo-guará.

Vamos aproveitar o Dia Mundial dos Animais para protestar em nome deles?

*Heidi Strecker é filósofa e educadora.

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