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Descobrir o desconhecido

Por Thaís Nicoleti

Há pleonasmos e pleonasmos. Uns têm a força expressiva que os torna em figuras de linguagem, outros não passam de redundâncias, apêndices desnecessários ao discurso. Estes costumam causar enfado no leitor, que os sente como “obviedades”.

Alguns são constantemente repetidos, feito clichês: ''teto máximo'' e ''piso mínimo'' são dois deles na pena de redatores que falam sobre salários. Está claro, porém, que os termos “teto” e “piso”, por si sós, já dão conta do recado – teto é o valor mais alto e piso é o valor mais baixo, numa metáfora simples.

Hemorragia de sangue, vitrine de vidro, panorama geral, elo de ligação, acabamento final, erário público, habitat natural, conviver junto, unanimidade de todos são alguns dos pleonasmos mais comuns.

Recentemente, foi publicada a seguinte frase:

"Cientistas descobrem espécies desconhecidas e bizarras"

Ora, o leitor atento não perdoa o pleonasmo que ocorre em “descobrir o desconhecido”. De fato, só se pode descobrir aquilo que não se conhecia, donde o caráter supérfluo do adjetivo “desconhecidas” na construção. Melhor seria suprimi-lo:

Cientistas descobrem espécies bizarras

Com um pouco de atenção, não é difícil evitar os pleonasmos.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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