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Alguns casos de emprego do hífen

Por Thaís Nicoleti

"...os participantes do encontro 'A Paz É Contagiante', que meditavam no vão livre do Masp"

"Já a prefeitura afirma que a cirurgia foi bem sucedida."

"Na hora do bem bom, o Estado é o diabo."

O emprego do hífen continua sendo um problema para a maioria das pessoas. Ainda que algumas regras novas tenham tornado essa tarefa mais simples (afinal, muitos hifens foram suprimidos), muitas dúvidas restaram, sobretudo quanto à nova grafia dos compostos.

O substantivo "vão-livre", assim com hífen, é uma das criações da reforma ortográfica. Enquanto termos como "dona de casa", "pé de moleque", "mula sem cabeça", "queda de braço", "mesa de cabeceira" perderam os hifens, passando a ser considerados "locuções substantivas", outros ganharam o sinal. É o caso de "vão-livre", de "procuradoria-geral" e de termos de origem onomatopaica, como "tim-tim" (antes "tintim"), "lenga-lenga" (antes "lengalenga") e "rame-rame" (antes "ramerrame"), por exemplo.

Com o prefixo "bem-", pouca coisa mudou. "Bem-vindo" e "bem-sucedido" continuam com o hífen. Houve mudança na grafia de "benfeito" (antes "bem-feito").

"Bem-bom", sinônimo de vida aprazível, folgada, tranquila, não sofreu mudança. Continua, portanto, com hífen.

Abaixo, os trechos corrigidos:

...os participantes do encontro "A Paz É Contagiante", que meditavam no vão-livre do Masp

Já a prefeitura afirma que a cirurgia foi bem-sucedida.

Na hora do bem-bom, o Estado é o diabo.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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Tradutor Babylon


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