
"Polícia Federal vai entregar dossiê com recomendações de segurança para evitar novos vazamentos ao Ministério da Educação."
A ordem dos termos faz, sim, diferença. Em alguns casos, é elemento de suma importância para evitar interpretações errôneas do texto.
No caso em questão, a expressão "ao Ministério da Educação" é objeto indireto do verbo "entregar", ou seja, é o destinatário da ação de entregar. Na posição escolhida pelo redator, a expressão passou a fazer parte de outra oração ("para evitar novos vazamentos ao Ministério da Educação") e, longe da intenção de quem escreveu o texto, articulou-se com o termo "vazamentos", como se fosse seu complemento.
Do modo como o texto foi construído, pode-se entender que o Ministério da Educação foi o destinatário dos vazamentos, interpretação inviabilizada pelo contexto. De qualquer forma, independentemente de haver possibilidade de dupla leitura, havendo dois complementos para um mesmo verbo, o mais curto deve anteceder o mais longo, o que favorece a clareza do texto. Havendo ambiguidade, a questão fica ainda mais grave.
Abaixo, a correção:
Polícia Federal vai entregar ao Ministério da Educação dossiê com recomendações de segurança para evitar novos vazamentos.