
"Tem música melancólica (que fiz quando minha avó morreu), escrachada, romântica, outras que falam de infância, de doença, de morte. É um sarapatéu."
"Segundo a Cetesb (agência ambiental de São Paulo), o resultado é uma somatória das condições meteorológicas, já que a chuva leva poluentes ao mar, e da falta de saneamento."
Hoje voltamos à grafia das palavras. No primeiro caso, uma cantora, ao referir-se à reunião de músicas de estilos variados que compõem o seu último disco, usou a palavra "sarapatel" (que deveria ser grafado como "pastel", não como "chapéu").
O termo vem da culinária e nomeia o conhecido guisado de sangue, tripas e miúdos de porco ou de carneiro, também usado para rechear a buchada de bode, prato típico do Nordeste brasileiro. No sentido figurado, "sarapatel" emprega-se informalmente como mistura de coisas desordenadas ou mesmo como confusão, algazarra, bagunça. "Sarapatel", com "l" final.
No segundo caso, aparece o termo "somatória", no feminino. Ocorre, porém, que a palavra é masculina (na matemática, é usada para indicar a soma dos resultados de várias somas). No texto acima, está empregada em sentido amplo (conjunto constituído), mas deve continuar no masculino, "o somatório".
Abaixo, os textos corrigidos:
"Tem música melancólica (que fiz quando minha avó morreu), escrachada, romântica, outras que falam de infância, de doença, de morte. É um sarapatel."
Segundo a Cetesb (agência ambiental de São Paulo), o resultado é um somatório das condições meteorológicas, já que a chuva leva poluentes ao mar, e da falta de saneamento.