
"'É uma provocação barata', disse o frei carmelita Gilvander Luís Moreira, da Articulação Popular de Defesa do Rio São Francisco, entidade que reúne cerca de 700 organizações e movimentos contrários à transposição."
Vez ou outra, deparamos com a confusão entre as formas "frei" e "frade". Afinal, os termos são ou não são sinônimos?
Embora ambos se refiram a membros de certas ordens religiosas (carmelitas, agostinianos, franciscanos, dominicanos etc.), cada qual tem sua situação de emprego. Enquanto "frei" (redução de "freire") é uma forma de tratamento - portanto, antecede o nome da pessoa -, "frade" é o substantivo pelo qual nos referimos à pessoa. Em outras palavras, "frei" sempre antecede o nome (ou o apelido) de um religioso. É o caso de frei Caneca, cuja história foi contada por João Cabral de Melo Neto no poema dramático "Auto do Frade".
Diferentemente de "frade", "frei" vem antes do nome (como "dom" em "dom Pedro 1º") e não é antecedido de artigo. A diferença entre ambos observa-se com clareza nas formas de feminino: "frade" está para "freira" como "frei" está para "sóror" (ou "soror").
Abaixo, o texto corrigido:
"É uma provocação barata", disse o frade carmelita Gilvander Luís Moreira, da Articulação Popular de Defesa do Rio São Francisco, entidade que reúne cerca de 700 organizações e movimentos contrários à transposição.