
"A PF disse que seu diretor de Combate ao Crime Organizado (...) se reuniu com o procurador do caso (...) e com o juiz (...) para informá-los que a apuração seguirá com 'força total'."
O verbo "informar" merece o comentário de hoje. Trata-se de um transitivo direto e indireto, um verbo que admite dois complementos, um de assunto (a informação) e outro de destinatário da ação.
A maioria dos verbos que admitem dois objetos, sendo um de destinatário da ação, segue o modelo do verbo "dizer": dizer algo a alguém. O verbo "informar" admite duas construções: uma delas é idêntica à do verbo dizer, portanto "informar algo a alguém" (a informação no objeto direto, o destinatário no indireto), a outra apresenta no objeto direto a pessoa a quem se destina a informação (informar alguém) e no objeto indireto o assunto informado (informar de ou sobre algo).
Em suma: informar algo a alguém ou informar alguém de ou sobre algo. Essas são as duas possibilidades de construção do verbo "informar". No caso em questão, o objeto direto é a pessoa ("informá-lo"), logo a informação está no indireto, que requer a preposição inicial ("de que a apuração seguirá...").
Caso se optasse pela outra construção, teríamos "para informar-lhes (objeto indireto) que a apuração seguirá (objeto direto, sem preposição)...".
Em resumo: são corretas as seguintes construções: "para informá-los de que" ou "para informar-lhes que".
Assim:
"A PF disse que seu diretor de Combate ao Crime Organizado (...) se reuniu com o procurador do caso (...) e com o juiz (...) para informá-los de que a apuração seguirá com 'força total'."
"A PF disse que seu diretor de Combate ao Crime Organizado (...) se reuniu com o procurador do caso (...) e com o juiz (...) para informar-lhes que a apuração seguirá com 'força total'."
Thaís Nicoleti