
"A disseminação de programas aumenta a produtividade e a capacidade de empresas e trabalhadores de competirem no mundo globalizado."
O assunto é delicado, envolve certas zonas nebulosas, dá margem a diferentes interpretações. A flexão do infinitivo é uma idiossincrasia da língua portuguesa, uma característica própria do nosso idioma.
A situação que se apresenta na passagem acima é das mais claras, portanto muito menos sujeita à divergência de opinião. A forma do verbo "competir" completa o substantivo "capacidade" - ao completar nomes, o infinitivo não se flexiona ("Eles têm capacidade de competir", "Falta-lhes capacidade de competir" etc.).
O que leva, entretanto, à confusão é o fato de haver um elemento no plural (o adjunto adnominal "de empresas e trabalhadores"), que, à primeira vista, pode parecer o sujeito do verbo "competir", que a ele se reporta indiretamente.
Vale observar, porém, que há uma preposição "de" interrompendo essa sequência ("capacidade de empresas e trabalhadores de competir"). Se o elemento "empresas e trabalhadores" fosse o sujeito de "competir", não poderia haver a preposição entre eles.
Assim, vale a regra segundo a qual o infinitivo que completa o nome não se flexiona: "capacidade de competir" ou "capacidade deles de competir", que equivale a "sua capacidade de competir". "Deles" e "sua" relacionam-se com o substantivo "capacidade", não com o verbo "competir".
Veja, abaixo, o texto corrigido:
A disseminação de programas aumenta a produtividade e a capacidade de empresas e trabalhadores de competir no mundo globalizado.