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Infinitivo: flexionar ou não?

Por Thaís Nicoleti

Decidiram elaborar um projeto para participar do concurso.

A professora incentiva seus alunos a participar do concurso.

A professora fez seus alunos participarem do concurso.

A escola promoveu um concurso de redação para os alunos escreverem melhor.

As frases acima trazem modelos de emprego do infinitivo - ora flexionado, ora sem flexão. No primeiro caso, o sujeito de "participar" é o mesmo de "decidiram elaborar". Por esse motivo, não se faz a flexão do infinitivo nessa situação.

Na segunda frase, embora se refira a "alunos", o verbo "participar" completa o sentido do primeiro verbo ("incentiva a participar"). A preposição "a", que o antecede, é um sinal de que "os alunos" não pode ser seu sujeito (é, na verdade, o complemento de "incentiva").

No terceiro período, em que o verbo da oração principal é o auxiliar causativo "fazer", o infinitivo da oração subordinada concorda com o seu sujeito ("seus alunos"). Observe que, diferentemente do que ocorre no exemplo anterior, não há preposição entre o substantivo "alunos" e o verbo que a ele se refere. Desenvolvida, essa oração assumiria a construção "que participassem do concurso" ("A professora fez que seus alunos participassem do concurso").

No último caso, também uma relação explícita de sujeito e predicado, portanto a concordância é necessária. A expressão "os alunos" é o sujeito de "escreverem" - não há como deixar de fazer a flexão de número (plural).

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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Tradutor Babylon


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