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"Porque" ou "por quê"?

Por Thaís Nicoleti

"Essa é uma das razões porque a obtenção de uma arma nuclear é uma obsessão do Norte."

O emprego das formas "porque" e "por que" é frequentemente objeto de dúvida. "Porque" é uma conjunção e introduz uma oração causal ou explicativa; já "por que" é o advérbio interrogativo de causa.

Assim, quando a intenção é fazer uma pergunta, usa-se "por que". A interrogação pode ser direta ("Por que você não veio?") ou indireta ("Não sei por que você não veio"). Em posição tônica (perto dos pontos), o "que" recebe acento: "Não veio por quê?".

É essa também a forma equivalente a "pelo qual" e flexões. Assim: "Aquela é a causa pela qual luta" ou "Aquela é a causa por que luta". Agora a sequência por que é a preposição "por" seguida do pronome relativo "que". Era exatamente essa a construção a ser empregada na frase em epígrafe, em que não há a conjunção "porque", mas o pronome relativo "que" precedido da preposição "por". Basta fazer a substituição por "pelas quais" para perceber isso.

Substantivada, a conjunção "porque" assume a forma "porquê", com acento ("Não entendemos o porquê de sua imensa tristeza").

Veja, abaixo, a frase corrigida:

Essa é uma das razões por que a obtenção de uma arma nuclear é uma obsessão do Norte.

Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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Tradutor Babylon


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