Ciência: O que é isso?

Carlos Roberto de Lana, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Todo mundo fala em ciências.

Os professores, os noticiários e até os personagens dos desenhos animados, como o Dexter em seu laboratório.

Mas o que é ciência mesmo?

Às vezes, ao começarmos a estudar alguma disciplina na escola, aprendemos suas diversas matérias e nos esquecemos de perguntar o básico, o que tudo aquilo significa.

O que e por quê?
Seria legal se a primeira explicação na primeira aula de matemática não fosse sobre números, aritmética ou conjuntos, mas uma conversinha rápida sobre o que é matemática e porque a estudamos.

Para a ciência vale a mesma ideia.

Afinal todos sabem que é devido a ela que conseguimos colocar homens no espaço, projetar os computadores que mantêm a Internet funcionando ou criar as vacinas que salvam milhões de vidas.

A ciência parece então uma coisa enorme, distante, feita por homens de óculos grossos com muitos e muitos anos de estudo, que trancados em seus laboratórios cheios de equipamentos e vidrarias, desenham fórmulas matemáticas enormes em grandes e empoeirados quadros negros.

Mas a ciência é muito mais que isto e, mesmo assim, é algo muito mais simples.

Vontade natural
A ciência nasce de nossa vontade natural de entender aquilo que achamos que é interessante, seja por nos afetar de alguma forma, seja por nos agradar de algum modo.

As coisas e fatos que motivam nosso interesse também despertam nossa curiosidade e atraem nossa observação.

A ciência nasce desta ação simples, a observação curiosa de algo em que temos interesse. Para isto não precisamos necessariamente dos grandes laboratórios ou das fórmulas matemáticas.

Quando observamos algo que nos interessa queremos entender, saber mais, encontrar explicações para o que observamos.

A ciência é isto.

Explicações testadas sobre as coisas e fatos que nos interessam, obtidas a partir da observação e do estudo destas coisas e fatos.

Testar e experimentar
Note que falamos em explicações testadas. Para que uma explicação seja aceita como científica, não basta que ela seja obtida da observação e do estudo daquilo que se propõe a explicar.

É indispensável que estas explicações sejam testadas, ou seja, submetidas a algum tipo de experimentação que confirme de modo prático que aquela explicação é correta, ou, pelo menos, coerente.

O melhor da ciência é que ela sempre deixa a porta aberta para que possamos aprender mais. Assim, nenhuma explicação científica é considerada infalível ou destinada a durar para sempre.

Um mundo de novas descobertas
Basta que um novo conjunto de observações, estudos e testes produzam uma explicação melhor para que esta seja adotada em substituição à antiga.

Como vimos, a ciência não nos é algo distante ou inalcançável. Muito menos é uma coisa chata. Quem quiser pode comprovar isto assumindo uma atitude simples. Tente fazer seu próximo trabalho escolar sobre algo próximo a você sem se limitar à pesquisa na Internet.

Procure um modo de observar e estudar diretamente aquilo sobre o que vai que escrever. Por exemplo, dê uma boa olhada no seu jardim antes de preparar uma pesquisa sobre insetos.

Você vai ver que é muito mais interessante que se limitar exclusivamente aos mecanismos de busca.

Carlos Roberto de Lana, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é professor e engenheiro químico.



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