Sistema excretor: Rins filtram impurezas e as eliminam na urina

Maria Sílvia Abrão, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Os nutrientes ganham as células e farão parte do metabolismo celular. Para que ocorra a síntese das proteínas (os hormônios circulantes, formadores das paredes celulares, dos tecidos), das gorduras (tomam parte na composição das membranas celulares) e outras substâncias, as células necessitam de energia, só assim sobrevivem.

Essa energia é obtida por uma reação de combustão (queima) conhecida como respiração celular. Nesse processo, a glicose (obtida na digestão e trazida pelo sangue a cada uma das células) e o oxigênio (obtido na respiração pulmonar e trazido a cada uma das células pelo sangue) sofrem uma reação química, que libera energia e tem como produtos a água e o gás carbônico.

As células realizam seus processos metabólicos dos quais restam resíduos, que são conhecidos como excretas, pois não servem às células e são até mesmo tóxicos. O processo de eliminação dos resíduos do metabolismo pelo corpo é conhecido como excreção. Nos corpos dos animais existe um delicado equilíbrio físico-químico dentro e fora das células. A manutenção desse equilíbrio é feita pela sistema excretor.

Excreção e sistema urinário

A excreção tem por principal função eliminar substâncias nitrogenadas e regular a quantidade de água nos indivíduos. Os excretas nitrogenados podem ser eliminados sob diferentes formas, dependendo do animal: aminoácidos, ureia e ácido úrico.

Os rins e vias urinárias constituem o sistema urinário dos mamíferos, que é muito eficiente na "limpeza" do organismo. Os rins recebem o sangue a ser filtrado, que é rico em oxigênio necessário à sobrevivência, através das artérias renais, que se transformam em vasos cada vez menores no seu interior (arteríolas). Essa ramificação de vasos entra em contato direto com a unidade excretora do rim, o néfron.

O néfron está dividido em duas regiões:

  • Uma que possui um "novelo" de capilares (glomérulo de Malpighi), onde a pressão do sangue expulsa para uma cápsula coletora (cápsula de Bawman) a água e pequenas moléculas dissolvidas no plasma sanguíneo (sais, ureias, moléculas orgânicas simples). Estruturas e substâncias maiores (glóbulos sanguíneos e proteínas do plasma) não passam do interior dos capilares para a cápsula.

Outra, o túbulo renal, onde ocorre a reabsorção. A água e outras sustâncias úteis que haviam sido filtradas voltam para o sangue.

O sangue filtrado sai dos rins pela veia renal, livre de excretas e rico em gás carbônico.

  • Órgãos do sistema urinário


De cada rim sai um tubo, os ureteres, que levam o produto da filtração e reabsorção (urina) até a um reservatório, a bexiga urinária, que tem por função armazenar a urina. A bexiga é um órgão constituído por musculatura elástica, o qual aumenta conforme armazena a urina. Seu limite é, em média, de 600ml, pouco mais que meio litro. A urina sai para o exterior do corpo através da uretra.

O volume de água no organismo

A produção da urina é regulada pela região cerebral (hipotálamo) capaz de perceber a concentração sanguínea. Essa região cerebral produz um hormônio responsável pelo aumento da reabsorção de água nos túbulos renais, diminuindo o volume de urina e assim a perda de água.

No inverno, quando os dias são mais frios, transpiramos menos, portanto perdemos menos água para o meio ambiente. Para manter os níveis necessários de água no corpo é preciso eliminar a água que não saiu pela transpiração, o que é feito através da urina. Assim o corpo diminui a produção do hormônio que aumenta a reabsorção nos túbulos renais, aumentando o volume de urina.

Maria Sílvia Abrão, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é bióloga, pós-graduada em fisiologia pela Universidade de São Paulo e professora de ciências da Escola Vera Cruz (Associação Universitária Interamericana).



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