Sistema imunitário: Células de defesa, anticorpos, vacinas e soros

Alice Dantas Brites, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Estamos diariamente expostos a milhares de perigosos microrganismos, como vírus, bactérias e parasitas. Felizmente, o corpo humano possui um mecanismo protetor contra esses invasores: o sistema imunitário. A pele, as mucosas, a acidez gástrica, as lágrimas e a saliva são chamadas de barreiras físicas.

Mas, o que acontece quando, por exemplo, uma bactéria consegue ultrapassar essas barreiras protetoras? É então que entra em cena o sistema imunitário, também conhecido como sistema imunológico.

Ele é formado pelo timo, baço, gânglios linfáticos, amídalas e por diversas células de defesa, chamadas de glóbulos brancos. Essas células circulam pelo sangue e atuam como uma frente de proteção, que age de forma específica contra cada tipo de invasor.

Células de defesa

As células que iniciam o combate são chamadas de macrófagos. Elas capturam as substâncias estranhas encontradas no interior do organismo e alertam o sistema imunitário sobre a invasão.

Em seguida, entram em ação dois tipos especiais de glóbulos brancos, os linfócitos T e os linfócitos B. Os linfócitos T identificam os intrusos capturados pelos macrófagos e disparam um outro alarme, avisando os linfócitos B para que comecem a agir.

Os linfócitos B produzem os anticorpos, substâncias específicas para atacar cada tipo de invasor. Uma vez recobertos por anticorpos, os intrusos são englobados e destruídos pelos macrófagos.

Após sofrer um ataque, o sistema imunológico produz células capazes de memorizar o anticorpo utilizado no combate ao intruso. Elas são chamadas de células de memória. Dessa forma, se o organismo for atacado novamente pelo mesmo invasor, a resposta imune será muito mais rápida e eficaz.

Imunização por vacinas

As vacinas são produzidas com os próprios microrganismos, mortos ou inativos, que causam as doenças. Ao serem injetadas em nosso corpo, estimulam a produção de anticorpos e de células de memória. Dessa maneira, o organismo não desenvolve a doença, mas se torna imune a ela.

Existem vacinas contra inúmeras doenças, como a caxumba, a coqueluche e a febre amarela. Ainda assim, a ciência continua buscando novas formas de combate contra outras diversas moléstias, como, por exemplo, a AIDS e o câncer.

 

Poder curativo dos soros

Agora, imagine que alguém foi atacado por uma cobra ou aranha venenosa. Não há como esperar pela ação do mecanismo de produção de anticorpos e memorização do sistema imunológico. Nesses casos, são utilizados soros.

Eles fornecem ao organismo anticorpos prontos, específicos para o combate de determinado veneno. Dessa forma, a resposta imune ocorre de maneira rápida e eficiente. Porém, é um efeito temporário. Os anticorpos não foram produzidos pelo próprio corpo, e, por isso, as células de memória não são ativadas. No caso de uma nova picada, o soro deverá ser reaplicado.
 

Alice Dantas Brites, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é graduada em ciências biológicas pela Universidade de São Paulo.

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