GPS: Sistema de Posicionamento Global tem diferentes utilidades

Ronaldo Decicino
(Atualizado em 03/01/2014, às 17h31)

  • Nasa

    Concepção artística do satélite GPS Block II F, última geração dos satélites para sistema de localização, dos quais dois estão em órbita desde 2010 e se pretende lançar mais 10

    Concepção artística do satélite GPS Block II F, última geração dos satélites para sistema de localização, dos quais dois estão em órbita desde 2010 e se pretende lançar mais 10

O GPS, ou Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global), foi criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e tem como função básica identificar a localização de um receptor, na superfície terrestre, que capte sinais emitidos por satélites. Ou seja, trata-se de um sistema de posicionamento geográfico que nos dá as coordenadas de determinado lugar na Terra, desde que tenhamos um receptor de sinais de GPS.

O GPS é considerado, atualmente, a mais moderna e precisa forma de determinação da posição de um ponto na superfície terrestre. O receptor capta os sinais de quatro satélites para determinar as suas próprias coordenadas - e depois calcula a distância entre os quatro satélites pelo intervalo de tempo entre o instante local e o instante em que os sinais foram enviados.

Decodificando as localizações dos satélites a partir dos sinais de ondas específicas e de uma base de dados interna, levando em conta a velocidade de propagação do sinal, o receptor pode situar-se na intersecção desses dados, permitindo identificar exatamente onde o aparelho se encontra na Terra.

Tal tecnologia foi desenvolvida, inicialmente, para fins bélicos, durante a Guerra do Golfo (1990-1991). Foi com base no GPS que os Estados Unidos orientaram suas movimentações aéreas, seus bombardeios e lançamentos de mísseis.

Esse sistema é mantido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e foi declarado totalmente operacional apenas em 1995. Conta com um total de 24 satélites e mais 4 sobressalentes, em seis planos orbitais, a uma altitude de 19.000 km. Esses satélites estão distribuídos de maneira que um receptor, posicionado em qualquer ponto da superfície terrestre, estará sempre em área de alcance de pelo menos dois dos satélites. Essa condição permite que a margem de erro do posicionamento seja inferior a 1 cm.

Usos variados

Atualmente, o uso do GPS está ao alcance dos diversos campos da atividade humana. O GPS é útil em praticamente todas as situações e profissões em que seja necessário obter uma localização precisa dos envolvidos, como trabalhos de exploração, expedições dentro de matas ou cavernas, além de ser importante para praticamente todos os veículos de voo ou navegação, permitindo aos tripulantes saberem exatamente onde se encontram, no céu ou no mar.

Uma das aplicações mais exploradas para usuários comuns é a utilização do sistema em automóveis. Ele é oferecido com mapas das cidades e locais em que o motorista estiver trafegando, o que permite traçar percursos e rotas com facilidade, além de possibilitar uma visão geral da área que se está percorrendo. Até mesmo pessoas que se deslocam constantemente por áreas pouco povoadas fazem uso do GPS.

A comunidade científica utiliza o GPS pelo seu relógio altamente preciso. Durante certas experiências científicas, pode-se registrar com precisão de microssegundos (0,000001 segundo) quando determinada amostra foi obtida. Naturalmente, a localização do ponto onde a amostra foi recolhida também pode ser importante.

Agrimensores diminuem custos e obtêm levantamentos precisos mais rapidamente com o GPS. Guardas florestais, trabalhos de prospecção e exploração de recursos naturais, geólogos, arqueólogos, bombeiros, todos são beneficiados pela tecnologia do GPS, que também se torna cada vez mais popular entre ciclistas, balonistas, pescadores, ecoturistas e aventureiros que queiram apenas orientação durante as suas viagens.

Com a popularização do GPS, um novo conceito surgiu: a agricultura de precisão. Uma máquina agrícola dotada de receptor GPS armazena dados relativos à produtividade em um dispositivo de memória que produz um mapa de produtividade da lavoura. As informações permitem, inclusive, otimizar a aplicação de fertilizantes.

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Ronaldo Decicino é professor de geografia do ensino fundamental e médio da rede privada.

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