Ditadura militar: Quadro apresenta principais fatos entre 1964 e 1985

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

(Atualização em 7/3/2014, às 20h35)

Você na ditadura

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1964 Em 31 de março, um golpe político-militar depõe João Goulart (PTB) da Presidência da República. O Ato Institucional nº 1, um decreto editado pelos militares que prevê a suspensão dos direitos políticos dos opositores ao regime por dez anos. O general Humberto de Alencar Castello Branco (Arena) toma posse como presidente.
1965 Extinguem-se os partidos políticos existentes e institui-se o bipartidarismo, com a Aliança Renovadora Nacional (Arena), de apoio ao governo, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), de oposição.
1966 São suspensas as eleições diretas para cargos executivos e vários deputados federais são cassados. O Congresso, ao protestar, é posto em recesso por um mês.
1967 O marechal Costa e Silva (Arena) toma posse como presidente da República. Líderes da oposição organizam uma frente ampla contra o governo militar.
1968 A oposição é reprimida com violência. O Ato Institucional nº 5, novo decreto editado, marca o endurecimento do regime, agora abertamente ditatorial.
1969 Costa e Silva é afastado do governo por motivos de saúde. Uma junta dos ministros militares assume provisoriamente o governo. A alta oficialidade das Forças Armadas escolhe o general Médici (Arena) para presidente.
1970 A oposição ao regime se torna mais intensa, com guerrilhas na cidade e no campo. Os militares reagem com violência. Nos "porões" da ditadura, passam a ocorrer mortes, desparecimentos e torturas.
1971-1973 A repressão militar vence a guerrilha. Simultaneamente, o país experimenta um momento de desenvolvimento econômico que ficou conhecido como "o milagre econômico brasileiro". A economia cresceu, houve o aumento da dependência do petróleo importado e do capital externo e as desigualdades sociais se aprofundaram.
1974 O general Ernesto Geisel (Arena) assume a presidência, enquanto o MDB conquista uma vitória expressiva nas eleições legislativas.
1975-1976 Geisel representa a ala moderada dos militares e tenta promover uma abertura, enfrentando seus próprios pares. A economia passa a enfrentar sinais de crise, principalmente por causa do aumento do preço petróleo e da dívida externa.
1977 A sociedade civil passa a reivindicar efetivamente a recuperação dos direitos democráticos.
1978 Fim do AI-5. A abertura política progride lentamente.
1979 O general João Baptista de Oliveira Figueiredo (PDS) assume a presidência. Aprovada a Lei da Anistia. Centenas de exilados retornam ao país e o pluripartidarismo é restabelecido.
1980 Agrava-se a crise econômica. Aumentam as greves e as manifestações de protesto. O PDS substitui a Arena e o PMDB o MDB. Fundam-se o PDT e o PTB.
1981 Continuam os conflitos internos entre a ala radical e a ala moderada das Forças Armadas. Figueiredo tem um infarto e o poder fica nas mãos de um civil, Aureliano Chaves, durante três meses.
1982-1983 Eleições diretas para governadores e prefeitos, com vitória da oposição em Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O PT obtém seu registro na Justiça Eleitoral. Sem condições de pagar aos credores externos, o Brasil vai ao FMI.
1984 Uma campanha por eleições diretas para presidente da República agita o país - é o movimento Diretas Já. Emenda à Constituição é votada com esse objetivo, mas não consegue ser aprovada no Congresso. O fim do regime militar é iminente.
1985 Indiretamente, o civil e oposionista Tancredo Neves (PMDB) é eleito presidente da República. No entanto, com sua morte anterior à posse, assume seu vice, José Sarney (PMDB).

Conheça as personalidades que marcaram a ditadura militar no Brasil (1964 a 1985)

  • Na foto, o jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975 pelo regime. Clique na imagem e veja outras figuras do período da repressão

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