Colonização dos EUA (3): Lei do Açúcar e do Selo desagradam colônias

Antonio Carlos Olivieri, Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Tudo isso mostrava que a metrópole estava disposta a acabar com o bem-sucedido comércio triangular que as colônias faziam com as Antilhas e a África, sem pagar impostos à coroa inglesa.



Lei do Açúcar e Lei do Selo

Por isso, em 1764, foi decreta da a Lei do Açúcar, para pôr fim ao contrabando de melaço antilhano transformado em rum e, então, trocado por escravos no continente africano. Neste momento, pela primeira vez, os ingleses fizeram sua lei ser respeitada, apreendendo navios de contrabandistas e prendendo seus proprietários.

Da mesma forma, novas medidas tentariam impedir que a indústria americana, que já se voltava para a exportação, competisse com a inglesa. A prosperidade do Império Britânico estaria comprometida se as colônias se recusassem a cumprir o papel de fornecedoras de matérias-primas e de consumidoras de produtos industrializados.

Em 1765, nova lei determinou um aumento de impostos: a Lei do Selo criou taxas sobre todo papel que fosse impresso nas colônias - jornais, documentos, papéis comerciais, cartas de baralho etc.



O massacre de Boston

A reação dos americanos foi imediata. Em Boston, surgiu a associação Filhos da Liberdade, que procurou boicotar a lei. Na Virgínia, decidiu-se recusar o cumprimento da mesma lei, e a própria figura do Rei inglês foi duramente criticada. Em praticamente todas as colônias passou-se, ainda, à reivindicação de representantes junto ao Parlamento britânico.

As Assembleias coloniais começaram a questionar o direito do Parlamento britânico de taxar as colônias. Isso se traduziu no boicote maciço aos produtos ingleses, o que levou a metrópole a abolir a Lei do Selo em 1766. Mas novos impostos, leis e proibições continuaram, sofrendo rejeição das colônias.

Em Massachusetts, um documento circulou chamando as treze colônias a uma resistência comum contra as leis repressivas e declarando que só os americanos estavam aptos a taxar os próprios americanos.



Antonio Carlos Olivieri, Da Página 3 Pedagogia & Comunicação é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação



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