Análise sintática - objeto direto: Como descobrir esse termo na oração?

Jorge Viana de Moraes, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Aprender análise sintática pode ser uma prática interessante e prazerosa, desde que feita com uma certa lógica relacional e não apenas com a forçosa e tradicional "decoreba". Para tanto, no estudo dos termos básicos da oração existe um método prático para descobrirmos, por exemplo, o objeto direto. Assim:

É sempre possível trocarmos o termo Objeto Direto (O. D.) por um pronome oblíquo: O, A, OS, AS (ou NO, NA, NOS, NAS; LO, LA, LOS, LAS) pelo sistema pergunta e resposta.

Observe o seguinte enunciado: O jovem perdeu a namorada na estação do metrô. Agora, transforme-o em uma pergunta: O jovem perdeu a namorada na estação do metrô? Pergunta que nós mesmos responderemos, fazendo a permuta pelo pronome condizente, copiando o restante da oração. Conforme o exemplo abaixo:

O jovem perdeu a namorada na estação de metrô?
Sim, o jovem perdeu (verbo) - a (pronome oblíquo) na estação do metrô.

O mesmo vale para:

Lavaram minhas roupas?
Sim, lavaram-NAS.

Ou:

Vão dedetizar aqueles insetos?
Sim, vão dedetizá-LOS.

 

Observação:

Os objetos (direto e indireto) têm sempre uma base morfológica substantiva.

Jorge Viana de Moraes, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é mestre em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É professor no curso de Letras da Faculdade de Itapecerica da Serra.

Bibliografia

  • Prática de morfossintaxe: como e por que aprender análise (morfo)sintática, de Inez Sautchuk. Barueri, SP: Manole, 2004.

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