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Física

Ondas

Interferência ondulatória

Paulo Augusto Bisquolo*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Sabemos que dois objetos materiais não ocupam o mesmo lugar no espaço. Com as ondas isso é diferente: elas podem coexistir ao mesmo tempo e no mesmo local. Quando isso ocorre, temos o chamado fenômeno da superposição de ondas, de ou de interferência de ondas.

Nesse fenômeno, uma crista de onda pode se superpor a outra crista e assim criar uma onda de maior amplitude. Uma crista também pode se superpor a um vale de onda, resultando em uma crista de menor amplitude - ou até de amplitude nula.

Para melhor entender esse fenômeno, vamos inicialmente entender a superposição de ondas unidimensionais.

Interferência de ondas unidimensionais

Para exemplificar o fenômeno da interferência de ondas unidimensionais, considere uma corda elástica, esticada e não absorvedora de energia. Considere também dois pulsos em forma de crista indo um em direção ao outro como está ilustrado na figura abaixo.


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Depois de um tempo, teremos esses dois pulsos se superpondo e criando uma crista de amplitude ainda maior. A amplitude final será determinada pela soma das amplitudes individuais de cada um dos pulsos anteriores.


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Quando duas ondas se superpõem criando uma onda de amplitude maior, temos uma interferência construtiva. Após a superposição, os pulsos continuam na sua propagação como se nada tivesse ocorrido.


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Considere agora outros dois pulsos nessa mesma corda, uma crista e um vale indo um em direção ao outro.


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A superposição nesse caso irá criar uma onda de amplitude menor. A amplitude final será determinada pela subtração da onda de maior amplitude pela onda de menor amplitude.


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Quando isso acontece temos uma interferência destrutiva e, após a superposição, as ondas também prosseguem sua jornada como se nada tivesse ocorrido.


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Interferência de ondas bidimensionais

Para o melhor entendimento da interferência de ondas bidimensionais, usaremos como exemplo ondas criadas na água por duas hastes colocadas lado a lado e vibrando na mesma freqüência. O que podemos ver sobre a superfície da água é um padrão de interferência como ilustrado na figura a seguir:


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Na superfície da água, cada haste produz ondas que irão se superpor. Quando uma crista se superpõe a outra crista ou um vale se superpõe a outro vale, ocorre uma interferência construtiva. Nessas regiões, observamos uma oscilação mais intensa na superfície da água. Já quando temos uma crista se superpondo a um vale, teremos uma interferência destrutiva. Nas regiões onde ocorre interferência destrutiva, pode-se observar que a superfície da água fica praticamente parada.
* Paulo Augusto Bisquolo é professor de física do colégio COC-Santos (SP).
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