
A redução drástica dos investimentos no setor ferroviário levou ao seu sucateamento, principalmente as ferrovias administradas pela RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima) - que havia sido criada em 1957 - e pela Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.).
Na década de 1980 não se conseguia pagar as dívidas contraídas nem investir na manutenção do sistema já existente e não se investia na expansão do sistema. A partir da década de 1950 a solução foi fechar os ramais pouco lucrativos e desestruturar a malha. Com isso, a rede ferroviária que na época contava com 37 mil km de trilhos possui hoje cerca de 29 mil km.
Em 1984 foi criada a CBTU (Companhia Brasileira de Transporte Urbano) que assumiu a administração da malha urbana que antes era administrada pela RFFSA e era a mais deficitária.
Nos anos 90 se inicia a desestatização do setor e as malhas da RFFSA foram privatizadas na seguinte ordem:
A
desestatização
das malhas da RFFSA |
||||
Malhas Regionais |
Data
do Leilão |
Concessionárias |
Início da Operação |
Extensão
(Km) |
Oeste |
05.03.1996 |
Ferrovia Novoeste S.A. |
01.07.1996 |
1.621 |
Centro-Leste |
14.06.1996 |
Ferrovia
Centro-Atlântica
S.A. |
01.09.1996 |
7.080 |
Sudeste |
20.09.1996 |
MRS
Logística S.A. |
01.12.1996 |
1.674 |
Tereza Cristina |
22.11.1996 |
Ferrovia Tereza Cristina S.A. |
01.02.1997 |
164 |
Nordeste |
18.07.1997 |
Cia.
Ferroviária do
Nordeste |
01.01.1998 |
4.534 |
Sul |
13.12.1998 |
Ferrovia
Sul-Atlântico S.A. – atualmente – ALL-América
Latina Logística S/A |
01.03.1997 |
6.586 |
Paulista |
10.11.1998 |
Ferrovias Bandeirantes S.A |
01.01.1999 |
4.236 |
Total |
25.895 |
|||
Ao realizar as privatizações o governo pretendia aumentar os investimentos no setor, reduzir os preços dos fretes e reduzir os gastos do governo nesta área.
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