
Apesar de os dois fenômenos climáticos serem redemoinhos de ar, tornados e furacões têm pouca coisa em comum.
Tornados são intensos redemoinhos de vento, formados por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se os redemoinhos tocam o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade destroem o que encontram no caminho. Geralmente têm um tempo de duração de alguns minutos e raramente duram mais de duas horas.
Essas tempestades em espiral, menores que os furacões, apesar da curta duração, fazem dos tornados um dos fenômenos mais destrutivos da atmosfera. Mesmo sendo mais curtos que os furacões em duração, os tornados são causadores de grandes prejuízos nas áreas onde ocorrem.
Os tornados são como funis de ar que giram constantemente e parecem estar suspensos em uma nuvem escura. Percorrem um caminho muito irregular, movendo-se em linha reta ou num trajeto sinuoso. Ocorrem muito freqüentemente no vale do Mississippi, Estados Unidos, onde se dá o choque entre o ar quente e úmido do México e o ar frio e seco que vem das Montanhas Rochosas.
Também se verificam tornados na Austrália, mas com menor freqüência, e no chamado "corredor dos tornados da América do Sul", que inclui o Uruguai, o norte da Argentina e a porção centro-sul do território brasileiro. Vale lembrar que os tornados podem ocorrer em qualquer lugar do mundo.
Os tornados são conseqüência de tempestades elétricas e se desenvolvem a partir de tormentas. Uma frente fria corre em direção a uma massa de ar quente e úmida, provocando poderosas correntes ascendentes, que produzem imensas nuvens cúmulos-nimbos.
À medida que as nuvens em desenvolvimento absorvem mais ar quente, formam-se correntes descendentes, resultando em tempestades elétricas. Ou seja, temporais com raios e trovões. Mas vale lembrar que nem toda tempestade elétrica resulta em um tornado.
Assim como os terremotos possuem a escala Richter para medir sua intensidade, os tornados possuem a Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale ou, mais simplesmente, escala Fujita. Essa escala é usada pelos meteorologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado, que vai de F0 (mais fraco) até F6 (mais forte). Tornados com intensidade acima de F5 são improváveis de acontecer.
Já um furacão mede centenas de quilômetros (o tornado, centenas de metros), é comparável a dezenas de tempestades conectivas e sua formação ocorre sempre sobre as águas dos oceanos. Sua duração pode chegar a vários dias, mas quando atinge a terra firme perde sua força até dissipar-se. A escala Saffir-Simpson mede a intensidade dos furacões de modo semelhante à escala Fujita, que mensura a intensidade dos tornados.
Escala de intensidade de um tornado:
Classificação |
Velocidade do vento (Km/h) |
Danos Provocados |
F0 |
65 – 115 |
Leves |
F1 |
115 – 180 |
Moderados |
F2 |
180 – 250 |
Fortes |
F3 |
250 – 330 |
Severos |
F4 |
330 – 420 |
Devastadores |
F5 |
420 – 530 |
Catastróficos |
(Escala Fujita, com associação de outras características correlacionadas)
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