As nações ibéricas foram pioneiras na corrida para o mar no século 14, que marcou o fim da
Idade Média na Europa. Depois de Portugal, que ensaiava a
expansão marítima, a Espanha também se lançou ao mar.
Os reis espanhóis também se dedicaram ao empreendimento das grandes navegações e possuíam embarcações capazes de igualar os feitos dos portugueses no mar. Enquanto Portugal buscou contornar a costa da
África para chegar às
Índias, a Espanha tinham planejado navegar a oeste no Atlântico.
Os espanhóis financiaram a expedição de
Cristóvão Colombo que, em 12 de outubro de 1492, chegou à ilha de Guanaani, acreditando ter encontrado as Índias. Em seguida, uma nova expedição comandada por
Américo Vespúcio explorou a mesma região e concluiu que Colombo havia descoberto um novo continente que mais tarde foi denominado de América.
A descoberta de novas terras a oeste do Atlântico pelos espanhóis fez aumentar a rivalidade entre Portugal e Espanha. O papa Alexandre VI viria a desempenhar um papel de arbítrio entre os dois reinos ao proclamar, em 1493, a bula "Intercoetera", que traçou uma linha imaginária a partir das ilhas de Cabo Verde, cerca de 100 léguas em direção ao Ocidente. A bula estipulava que as terras descobertas a oeste desta linha ficariam sob domínio espanhol, enquanto que as terras a leste pertenceriam a Portugal.
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