Em cidades de diversos países podemos encontrar estátuas homenageando
Simón Bolívar, especialmente estátuas eqüestres, isto é, em que Bolívar aparece montado a cavalo. Uma delas está em Caracas, capital da Venezuela. Essas estátuas não são encontradas apenas nos países que surgiram das colônias que Bolívar ajudou a libertar.
Nos Estados Unidos, há uma estátua eqüestre de Bolívar em Washington e um monumento em homenagem ao "Libertador" no Central Park de Nova York. Fora do continente americano também encontramos homenagens desse tipo: em Londres, existe uma estátua feita em homenagem a ele.
Personagem literário
A figura de
Simón Bolívar também serviu de inspiração para grandes nomes da literatura. No famoso romance ambientado no Rio Grande do Sul, "O Tempo e o Vento", de autoria do escritor gaúcho
Érico Veríssimo (1905-1975), uma das personagens, o capitão Rodrigo, dá a um de seus filhos o nome de Bolívar. Esse romance foi adaptado para a televisão, em uma minissérie produzida pela Rede Globo em 1985.
O próprio Bolívar é personagem principal de um romance escrito pelo colombiano
Gabriel García Márquez, autor que já ganhou um Prêmio Nobel de Literatura. Esse romance, intitulado "O General em Seu Labirinto", foi lançado em 1989 e mistura elementos históricos e de ficção.
República Bolivariana da Venezuela
Além disso, o presidente
Hugo Chavez, da Venezuela, que chegou ao poder em 1998, mudou o nome oficial de seu país para República Bolivariana da Venezuela, também numa homenagem ao libertador. Segundo Chavez, seu governo constitui um processo revolucionário de caráter bolivariano.
Militar e político, Chavez não é um cientista político ou filósofo e, portanto, jamais definiu o conceito de "bolivariano" de acordo com o seu ponto de vista. Fora o nacionalismo que caracteriza o discurso do presidente venezuelano é impossível verificar o que há de "bolivariano" em suas práticas, marcadas pelo populismo, o anti-americanismo e o autoritarismo.
Aparentemente, Chavez visa apenas angariar prestígio pessoal utilizando-se do nome de Simón Bolívar. Ao mesmo tempo, procura unir as lutas de independência do passado com suas posições beligerantes em relação aos Estados Unidos, cujo presidente faz questão de ofender sempre que pode.
Na verdade, muito disso é puro jogo de cena político, até porque economicamente as relações entre a Venezuela e os Estados Unidos se mantêm intensas, como é do interesse prático de ambos os países.
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