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Inglês

Voz passiva

Um pouco da vida no Reino Unido por um guia de viagem

Celina Bruniera*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução

Bandeira do Reino Unido

Um guia de viagem traz informações muito significativas. Ele não só apresenta localizações de lugares turísticos e de hotéis e restaurantes, como também nos fornece algumas referências sobre a vida daquele povo ou daquele país que pesquisamos.

A seguir, selecionamos um trecho de um texto sobre o Reino Unido, num guia da Europa. Antes de iniciarmos, propriamente, a análise do texto publicado no guia mais famoso do mundo - o Michelin -, vale a pena uma introdução que situe o leitor em relação às denominações de Reino Unido, Grã-Bretanha e Inglaterra.

  • O Reino Unido (United Kingdom) é assim definido pelo "Dictionary of English, Language and Culture" da editora Longman: "a country in W Europe, officially called the United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland, made up of England, Wales, Scotland, and Northern Ireland; capital London."
  • A Grã-Bretanha (Great Britain), segundo o mesmo dicionário, "...includes England, Scotland, and Wales, but not any part of Ireland."
  • A Inglaterra (England) é apresentada, na mesma referência, como: "the largest country in Britain; capital London."

    De posse desse conhecimento, podemos nos deter no texto escolhido como exemplo. Nosso olhar, nesse momento, vai recair sobre a construção sintática, mais especificamente sobre o uso da voz passiva.

    Um público amplo
    Quando lemos um texto qualquer, é importante situá-lo em relação à sua produção, ou seja, analisar quem o escreveu, para quem e com que intenção. Um guia mundialmente conhecido e tido como referência por muitos dos turistas que viajam, no nosso caso, pela Europa, destina-se a um público muito amplo.

    Esse público pode ser caracterizado como um grupo de pessoas de poder aquisitivo considerável. É fácil notar esse perfil por meio das sugestões fornecidas pelo guia, sobretudo pelos preços de hotéis e de restaurantes.

    No entanto, mesmo tendo esse público como referência, as formas lingüísticas que compõem o texto procuram ser de caráter impessoal e buscam informar com clareza e objetividade o maior número possível de leitores.

    Nesse sentido é que o uso da voz passiva se torna essencial. Em inglês, como não existe a modalidade pronominal da voz passiva (com o uso do pronome apassivador se), encontramos construções sintáticas muito semelhantes às formulações da passiva analítica em língua portuguesa. Por exemplo:

  • As autoridades proíbem o uso de telefone celular pelo motorista. (voz ativa)

  • Proíbe-se o uso de telefone celular pelo motorista. (passiva pronominal)

  • É proibido o uso de telefone celular pelo motorista. (passiva analítica)

    É essa última construção que encontramos no texto abaixo. Observe:

    Practical Information

    Local currency
    Pound sterling

    Tourist information
    Tourist information offices exist in each city included in the Guide. The telephone number and address is given in each text under .

    Foreign exchange
    Banks are open between 9.30am and 3pm on weekdays only and some open on Saturdays. Most large hotels have exchange facilities. Heathrow and Gatwick Airports have 24-hour banking facilities.

    Car hire
    The international car companies have branches in each major city. Your hotel porter should be able to give details and help you with your arrangements.

    Speed limits
    The maximum permitted speed on motorways and dual carriageways is 70 mph (113 km/h.) and 60 mph (97 km/h.) on other roads except where a lower speed limit is indicated.

    Animals
    It is forbidden to bring domestic animals (dogs, cats...) into United Kingdom.


    Note que nas construções "The telephone number and address is given in each text under ", "where a lower speed limit is indicated" e "It is forbidden to bring domestic animals (dogs, cats...) into United Kingdom" não importa quem fornece o número do telefone e o endereço dos postos de informações turísticas, quem indica um limite mais baixo de velocidade ou quem proíbe a entrada de animais no Reino Unido. O texto apenas veicula o que, de fato, interessa ao leitor saber. Ou seja, o foco está no verbo e não no sujeito.

    To be + verbo no particípio passado
    Observe que a voz passiva é composta pelo uso do verbo to be (no tempo verbal adequado) e de um verbo no particípio passado. Nos exemplos em questão, o verbo to be aparece no presente por se tratar de um texto que veicula informações com status de fatos e de normas a serem cumpridas por quem visita o Reino Unido.

    Com exemplos como esse, podemos compreender o uso da voz passiva, sua função no texto e numa situação de produção discursiva.

  • * Celina Bruniera é mestre em Sociologia da Educação pela USP e assessora educacional para a área de linguagem
    Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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