
Bandeira do Reino Unido |
A seguir, selecionamos um trecho de um texto sobre o Reino Unido, num guia da Europa. Antes de iniciarmos, propriamente, a análise do texto publicado no guia mais famoso do mundo - o Michelin -, vale a pena uma introdução que situe o leitor em relação às denominações de Reino Unido, Grã-Bretanha e Inglaterra.
De posse desse conhecimento, podemos nos deter no texto escolhido como exemplo. Nosso olhar, nesse momento, vai recair sobre a construção sintática, mais especificamente sobre o uso da voz passiva.
Um público amplo
Quando lemos um texto qualquer, é importante situá-lo em relação à sua produção, ou seja, analisar quem o escreveu, para quem e com que intenção. Um guia mundialmente conhecido e tido como referência por muitos dos turistas que viajam, no nosso caso, pela Europa, destina-se a um público muito amplo.
Esse público pode ser caracterizado como um grupo de pessoas de poder aquisitivo considerável. É fácil notar esse perfil por meio das sugestões fornecidas pelo guia, sobretudo pelos preços de hotéis e de restaurantes.
No entanto, mesmo tendo esse público como referência, as formas lingüísticas que compõem o texto procuram ser de caráter impessoal e buscam informar com clareza e objetividade o maior número possível de leitores.
Nesse sentido é que o uso da voz passiva se torna essencial. Em inglês, como não existe a modalidade pronominal da voz passiva (com o uso do pronome apassivador se), encontramos construções sintáticas muito semelhantes às formulações da passiva analítica em língua portuguesa. Por exemplo:
É essa última construção que encontramos no texto abaixo. Observe:
| Practical
Information
Local currency Tourist information Foreign exchange Car hire Speed limits Animals |
Note que nas construções "The telephone number and address is given in each text under
", "where a lower speed limit is indicated" e "It is forbidden to bring domestic animals (dogs, cats...) into United Kingdom" não importa quem fornece o número do telefone e o endereço dos postos de informações turísticas, quem indica um limite mais baixo de velocidade ou quem proíbe a entrada de animais no Reino Unido. O texto apenas veicula o que, de fato, interessa ao leitor saber. Ou seja, o foco está no verbo e não no sujeito.
To be + verbo no particípio passado
Observe que a voz passiva é composta pelo uso do verbo to be (no tempo verbal adequado) e de um verbo no particípio passado. Nos exemplos em questão, o verbo to be aparece no presente por se tratar de um texto que veicula informações com status de fatos e de normas a serem cumpridas por quem visita o Reino Unido.
Com exemplos como esse, podemos compreender o uso da voz passiva, sua função no texto e numa situação de produção discursiva.