Manchetes de jornais (1)
Um uso muito específico da língua inglesa
Celina Bruniera*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
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As manchetes (headlines) de jornais e revistas de língua inglesa são, em geral, muito difíceis de serem compreendidas.
Não só porque às vezes não temos acompanhado o assunto que elas tematizam, mas porque a construção sintática dessas manchetes é muito complexa.
Elas são escritas por meio de uma linguagem particular, quase um código secreto, que esconde mais que revela. Melhor dizendo: instiga o leitor a buscar compreendê-las.
Lembre-se de que jornais e revistas são um produto e, portanto, estão interessados em atrair o interesse do leitor e em atingir um público cada vez maior para seus textos.
Grande atrativo
As manchetes se inserem nesse contexto e atuam como o grande atrativo (ao lado das imagens), sobretudo aquelas publicadas na primeira página. Por isso são escritas por meio de uma gramática e de um vocabulário que buscam instigar, mais que informar.
Jornais e revistas apresentam uma infinidade de textos que, por sua vez, podem ser reunidos em uma série de gêneros diferentes. São notícias, reportagens, editoriais, entrevistas, charges, artigos de opinião, anúncios publicitários, classificados, crônicas literárias e esportivas, cartas do leitor, entre outros.
As manchetes estão voltadas, geralmente, para as grandes reportagens ou para as notícias que o veículo considera mais importantes.
Vocabulário incomum
Nas publicações de língua inglesa, o vocabulário usado para compor as manchetes não é nada comum. As palavras são escolhidas ou porque são curtas, ou porque podem atribuir um caráter dramático ao que é dito.
É o que observamos em "Royal dog ill", para dizer que um dos cachorros da rainha está doente ou em "Press curb probe" para apresentar uma investigação sobre a censura na imprensa. Quanto menos séria é a publicação, mais ela utiliza desses recursos e os explora ao máximo.
A gramática das manchetes é também muito peculiar. Em geral, ela se caracteriza pela omissão de artigos e do verbo to be como em "Dog worse: royal doctor ready to operate"; por um uso particular dos tempos verbais o que ocorre em "World getting colder, say researchers"; e pelo uso freqüente de substantivos como adjetivos como pode ser observado em "space research talks proposal".
Tente reescrever as manchetes abaixo e, depois, cheque as respostas em Manchetes de jornais (2), clicando no link acima.
Moon american, says us senator
Opposition claim government responsible for crisis
Man held by police
Queen to visit Baffinland
*Celina Bruniera é mestre em Sociologia da Educação pela USP e assessora educacional para a área de linguagem.
»Manchetes de jornais (2)
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