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26/10/2007 - 00h01

Alemanha

Nação é conhecida por excelência acadêmica e riqueza cultural

Thatiana Victorelli
Da Redação, em São Paulo

Eckart Pfannkuchen/ Arquivo pessoal

Eckart Pfannkuchen/ Arquivo pessoal

Antigo Reichstag, que foi reformado para ser a sede do Parlamento alemão

Estudantes brasileiros costumam ir à Alemanha principalmente para estudar o idioma oficial do país, mas o grande número de universidades e a boa qualidade de ensino também o colocam como um dos melhores destinos para quem quer fazer um curso de graduação ou pós-graduação no exterior.

A Alemanha tem um campo riquíssimo para a pesquisa, principalmente na área de engenharia automotiva e nos laboratórios farmacêuticos.

Para fazer a graduação em uma universidade alemã, o estudante estrangeiro deve fazer um ano de curso preparatório, chamado "Studienkolleg". As aulas têm o objetivo de ensinar a língua e complementar a formação do estrangeiro de acordo com o currículo alemão. A aprovação no teste final do curso é o passaporte para as instituições de ensino do país.

É possível, também, pedir transferência de um curso universitário brasileiro para a mesma carreira em uma instituição alemã, mas apenas depois de completar o mínimo de quatro semestres no Brasil. Neste caso, o procedimento burocrático exige apresentação de histórico acadêmico com tradução juramentada para o alemão e uma pré-avaliação por parte do órgão do país que decidirá em que nível do curso o aluno estrangeiro poderá ingressar. O candidato deve ainda realizar um teste de idioma, conhecido como DSH, ou um teste de equivalência, conhecido como Test-DaF, aplicado pelo Instituto Goethe.

Na Alemanha, também há a oferta de programas equivalentes aos cursos técnicos ou profissionalizantes no Brasil. Em algumas universidades é possível encontrar os mesmos programas com aulas em língua inglesa.

Os estrangeiros, com autorização dos órgãos competentes, podem trabalhar aos fins de semana e durante as férias escolares. Mas como as leis de imigração sofrem alterações regularmente, recomenda-se perguntar sobre as regras de trabalho na embaixada ou consulado do país.

Sem estereótipos
A idéia de que o alemão não demonstra afeição e é intolerante com imigrantes costuma mudar após as primeiras semanas de convivência. Além disso, as riquezas culturais e históricas do país acabam se tornando mais valiosas do que qualquer preconceito.

A arte e a filosofia são a grande base da cultura alemã. Filósofos como Kant, Hegel, Nietzsche, Marx e Johan Wolfgang von Goethe, físicos como Einstein e Planck, e compositores clássicos como Bach, Beethoven, Brahms, Händel e Wagner são apenas alguns dos grandes nomes que mostram a importante contribuição cultural do país para o mundo.

A capital alemã, Berlim, é uma das grandes atrações turísticas do país, não só por ser uma cidade bonita, bem cuidada e agradável, mas por ser um dos maiores símbolos da história contemporânea. Principal palco da Segunda Guerra Mundial, a cidade também sustentou durante 28 anos o muro de Berlim - maior símbolo da divisão do país nos blocos socialista e capitalista.

A queda do "muro da vergonha", em 1989, marcou não só o fim da Guerra Fria como também o início da reunificação do país. Atualmente, a Alemanha, com aproximadamente 82 milhões de habitantes, é uma das maiores potências mundiais, ao lado dos Estados Unidos e do Japão.

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