O que você sabe sobre a semana? Teste-seCom o objetivo de discutir a identidade nacional, compreender a cultura brasileira e os rumos das artes, artistas e intelectuais organizaram nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna - marco do movimento modernista no Brasil.
O evento, que também envolveu representantes de outros segmentos da sociedade -políticos, educadores, empresários e trabalhadores-, acabou trazendo à tona discussões sobre os rumos da nação, propostas de reforma da Constituição de 1891 e até da sociedade.
Na época, a Europa ocupava uma posição de vanguarda e, sob essa influência, teve início a discussão de uma nova identidade artística para o país.
A semana começou com uma conferência do escritor
Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da arte moderna", e contou com diversas outras participações de escritores, pintores, escultores e músicos, a exemplo de
Mário de Andrade,
Oswald Andrade,
Lima Barreto,
Menotti Del Picchia, Luís Aranha,
Sérgio Buarque de Holanda,
Anita Malfatti,
Tarsila do Amaral,
Di Cavalcanti,
Vitor Brecheret, Wilhelm Haerberg e
Heitor Villa-Lobos.
Houve vaias e críticas, especialmente dos defensores do
academicismo, mas o saldo foi a entrada do Brasil na modernidade.
Embora o movimento modernista não se resuma à Semana de Arte Moderna ou a São Paulo, foi esse evento que disseminou as idéias que expressavam os tempos modernos - o arrojo, o dinamismo e a simplicidade na comunicação.
O evento fez mais: denunciou a alienação das camadas cultas em relação à realidade do país e criticou as desigualdades sociais -assuntos que, mesmo um século mais tarde, permanecem atuais no Brasil.
Conheça o perfil dos principais participantes:Mário de Andrade
Oswald de Andrade
Anita Malfatti
Manuel Bandeira
Villa-Lobos
Di Cavalcanti
Graça Aranha
Menotti Del Picchia
Tarsila do Amaral
Saiba mais sobre a Semana de Arte Moderna:
Almanaque da Folha
Centro de Documentação Histórica da FGV
Revista Nova Escola
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