Para resolver
inequações do segundo grau, precisamos, antes, recordar que as
inequações de primeiro grau são resolvidas seguindo-se o mesmo procedimento utilizado na resolução das
equações de primeiro grau e observando-se, claro, as propriedades das desigualdades e o significado da solução.
Assim, resolvendo

, temos:
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É possível, para resolver inequações do segundo grau, proceder como em equações do segundo grau?
Vejamos o exemplo

.
A resolução de equações do segundo grau se dá, entre outras formas, pela
fórmula de Bhaskara:
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E agora? Qual seria o significado dos valores encontrados para o conjunto solução? Se a inequação é

, deveríamos escrever a solução como

ou

? Que significado isso teria?
Na verdade, resolver a inequação

é saber para quais valores de x a expressão

é positiva.
Graficamente, essa expressão, em função de x, é uma parábola, uma função do segundo grau. Se estudarmos o sinal da função do segundo grau, descobriremos para quais valores de x essa expressão é positiva.
Seu gráfico é:
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Estudando o sinal da função, temos:
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Logo, os valores de x que fazem com que a expressão seja positiva são

ou

. E o conjunto solução da inequação é

.
Exemplos:
1)

Achando as raízes da função, temos
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E o estudo do sinal (a função é côncava para baixo, pois a < 0):
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A solução é

.
2)

As raízes da função são
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A função é côncava para baixo, pois a < 0. E o estudo do sinal fica assim:
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A função é toda negativa, exceto no ponto x = 2, onde ela é nula.
Como, no exemplo, queremos saber onde a função é positiva ou nula

, o único ponto que faz parte da solução é x = 2.
A solução é

.
3)

A função não possui raízes reais. Logo, ela não intercepta o eixo das abscissas. A concavidade é para baixo, pois a < 0.
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Como queremos saber onde a função é positiva, o conjunto solução da função é vazio. Logo, S = Ø.
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