Pisa 2009: Mesmo "bem abaixo" da média, OCDE credita melhora do Brasil a recursos e avaliação

Rafael Targino
Em São Paulo

No relatório das notas do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) 2009, divulgado nesta terça-feira (7) em Paris, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) afirma que a melhoria nos índices do Brasil –o país registrou crescimento em todas as notas– se deve à combinação de maior investimento, instrumentos de avaliação e melhores salários para professores.

Apesar dos elogios, o órgão lembra que as notas médias do Brasil “continuam bem abaixo” da média da OCDE.

  • Arte/UOL

De acordo com o órgão, na última década, o Brasil “parece ter sido capaz de produzir melhorias mensuráveis no sucesso dos alunos por meio de diferentes áreas de avaliação”. A OCDE cita como exemplo o aumento da relação PIB (Produto Interno Bruto) e investimento em educação, que saiu de 4% em 2000 para “5,2% em 2009” com mais recursos para o pagamento de professores. No começo do mês, o Ministério da Educação divulgou que esse índice era de 5%

 

 

Repasses

Além do investimento, o órgão diz que repasse direto de dinheiro, via Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), para os “estados mais pobres” “dá a escolas nesses locais recursos comparáveis às dos estados mais ricos”.

Segundo a OCDE, educadores do país também citam o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) como peça-chave na melhoria de resultados.

Provas

No ano passado, os alunos fizeram provas de leitura, matemática e ciências. De acordo com o órgão, a melhoria do Brasil no primeiro teste se deu pelo fato de o país ter aumentado a performance de leitura dos melhores alunos, ao mesmo tempo em que manteve o desempenho dos que alcançaram piores resultados.

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