Em nota, FFLCH-USP critica protesto de funcionários terceirizados
Da Redação
Em São Paulo
A FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo) criticou nesta quarta-feira (13) o protesto dos funcionários terceirizados da limpeza da unidade, que estão sem trabalhar desde sexta-feira (8) e reivindicam o pagamento dos salários do último mês.
Por meio de nota intitulada "FFLCH, manobras políticas, degradação de imagem", a instituição afirmou que é solidária às "vítimas de graves violações de direitos trabalhistas", mas condenou o que chamou de "repudiáveis atos predatórios".
Os funcionários da empresa terceirizada "União" deixaram de trabalhar na última sexta-feira (8) e ontem (12) fizeram piquete na reitoria da universidade. Depois disso, se encaminhara à unidade para conversar com os estudantes que estavam em aula. Além de se manifestarem, alguns desses trabalhadores viraram as latas de lixo dos prédios, que haviam sido higienizados no período da manhã e liberados para as aulas da tarde e da noite.
A FFLCH repudiou o que chamou de "meios inadmissíveis para garantir direitos, que apelam para o uso ou ameaça de uso de força e de meios de ação moralmente condenados como vandalismo e depredação dos espaços públicos. Menos ainda aceitáveis quando provêm de agremiações sindicais, partidárias ou de segmentos minoritários dos estudantes, julgando a si próprios e procedendo como se fossem os únicos portavozes autorizados a falar em nome dos injustiçados".
O comunicado critica também o fato de a unidade ter virado "alvo" do protesto, apesar da empresa servir dezessete unidades da USP. A faculdade diz que as aulas e as atividade manterão seu curso normal e que irá colaborar, "no que for de sua competência", para que o conflito trabalhista seja resolvido e, por fim, afirma que não irá tolerar "que o vandalismo obscureça toda uma longa história de êxitos e de reconhecimento público".
O protesto dos terceirizados na reitoria continuou nesta quarta-feira (13). Nesta quinta (14), o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), deve fazer uma manifestação contra a mudança de parte dos servidores da USP para prédios fora do campus da Cidade Universitária.
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