Assembleia do Sintusp decidiu greve na USP; reitoria vai permanecer fechada

Suellen Smosinski
Em São Paulo

Funcionários da USP (Universidade de São Paulo) decidiram entrar em greve na manhã desta quinta-feira (14) em assembleia organizada pelo Sintusp, sindicato dos funcionários. A próxima reunião dos funcionários deve acontecer amanhã, segundo Magno de Carvalho. "Nossa, mancada nossa, nem falamos de próxima assembleia", admitiu o dirigente.

A reivindicação é que a transferência de funcionários para o Centro empresarial Santo Amaro seja suspensa. Cerca de 120 funcionários, da equipe de informática, mudarão o endereço do local de trabalho definitivamente. Segundo a assessoria de imprensa, a mudança é uma questão de segurança. Outros 300 servidores devem mudar para diversos prédios na cidade enquanto o plano de revitalização da USP é executado -- o que deve durar até o final de 2013.

Reitoria fechada

Manifestantes bloquearam a entrada na reitoria da USP na manhã desta quinta-feira. Sacos de lixo fazem uma espécie de barreira nas duas entradas do prédio da administração central da mais famosa universidade brasileira. Segundo a reitoria, cerca de 1.000 funcionários trabalham ali. Equipe da copa e o time de contínuos estão dispensados e os demais funcionários estão trabalhando em outros locais. A assessoria de imprensa, por exemplo, está no prédio da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), que prepara o processo seletivo de ingresso de estudantes na USP e na Santa Casa.

"Hoje, niguém entra", disse Alexandre Pariol, diretor do Sintusp. Segundo ele, a transferência dos funcionários foi feita de maneira "autoritária". "A maioria dos funcionários tem mais de dez anos na universidade e já estruturaram a vida ao redor da USP", afirma.

Questionado se essa manifestação é prévia de uma greve, o diretor de comunicação do Sintusp, Magno de Carvalho, diz que acha pouco provável neste momento. Segundo eles, os funcionários estão com medo de represálias por parte das chefias. A assessoria de imprensa da USP nega que haja algum tipo de ato administrativo que signifique punição aos grevistas.

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