Entidades estão otimistas com aprovação de kit Escola sem Homofobia; confira os vídeos

Thiago Minami
Em São Paulo

O grupo de entidades que criou o kit “Escola sem Homofobia” encontrou-se ontem com o ministro da educação, Fernando Haddad. O objetivo foi apresentar o material que, caso aprovado, deve ser levado às escolas da rede pública a partir do segundo semestre. "O ministro elogiou muito o nosso trabalho. Estavam presentes também cerca de 12 parlamentares", diz Toni Reis, educador  e presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

O kit é composto de três tipos de materiais: o caderno do educador, seis boletins para os estudantes e cinco vídeos, dos quais três já estão em circulação na internet. Tire aqui suas principais dúvidas sobre o kit, que já angariou inimigos e continua a gerar polêmica.O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), por exemplo, acusa o ministério de "incentivar a homossexualidade". Já o professor português António Nóvoa acha que o melhor local para discussão do tema não é a sala de aula.  “Trata-se de um diálogo educativo que vai muito além desta”, afirma. “Mas como a comunidade não tem condições ainda de arcar com essa responsabilidade, a solução é deixar a escola assumir parte do trabalho”.

Vídeos do kit Escola sem Homofobia

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1. O kit é voltado a alunos de que idade?

Os seis boletins para os estudantes são direcionados ao ensino médio, com pelo menos 14 anos de idade (ensino fundamental fica de fora).

2. Que tipo de material os alunos vão receber?

Devem trazer orientações sobre como lidar com colegas LGBT abordando assuntos relacionados a sexualidade, diversidade sexual e homofobia. Alguns dos temas: a sexualidade como construção histórica e cultural, a diferença entre sexualidade e sexo e as definições de termos como “transexual” e “bissexual”. “Queremos promover o respeito ao próximo e à diversidade”, explica Reis, que participou da produção do material.

3. Quem fez o kit?

Um grupo de entidades composto pela rede internacional Gale (Aliança Global para a educação LGBT), a ONG Pathfinder do Brasil, a Ecos (Comunicação em Sexualidade), a Reprolatina (Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva) e a ABGLT. A supervisão foi da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, pertencente ao MEC.

4. Que tipo de pesquisa foi realizada para a produção do kit?

Cinco seminários discutiram a homofobia na escola, um em cada região do país, com a participação de educadores, gestores e representantes da sociedade civil. Além disso, foi feita uma pesquisa em escolas de 11 capitais sobre o mesmo tema.

5. Os educadores vão receber algum tipo de preparo para usar o kit?

“Sim”, diz Reis. “Haverá agentes multiplicadores em cada estado responsáveis por preparar os educadores.”  O caderno inclui conteúdos teóricos, conceitos básicos e sugestões de dinâmicas e oficinas para trabalhar a homofobia com alunos, famílias e comunidade.

6. Como são os vídeos? Que tipo de cenas eles mostram?

São histórias fictícias que abordam situações cotidianas – três delas em ambiente escolar – relacionadas à diversidade sexual. Quando retratados, os casais homossexuais são de idade parecida com a dos estudantes de ensino médio e aparecem no máximo de mãos dadas. 

 

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