Paredes de escola de Maceió começam a dar choques elétricos e aulas são suspensas

Aliny Gama
Especial para o UOL Educação
Em Maceió

A Escola de Ensino Fundamental Maria José Carrascosa, em Maceió, está com as aulas suspensas esta semana por conta do risco de choque elétrico nas paredes. Por conta das chuvas do fim de semana, o forro do prédio da escola acumulou água, e os fios vazaram corrente elétrica. Nesta segunda-feira (19), um aluno reclamou de um choque, e as aulas foram suspensas pela direção.

A Escola de Ensino Fundamental Maria José Carrascosa possui 850 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o prédio está em reforma há 10 dias, mas até o registro de choques, as aulas não haviam sido interrompidas. Os reparos no telhado ocorrem sempre aos fins de semana.

Apesar da denúncia da direção da escola, o secretário de Educação, Thomaz Beltrão afirmou que não foi informado oficialmente da suspensão das aulas e dos choques nos alunos.

“A empresa de engenharia responsável pela obra não informou a ocorrência de nenhum incidente. Infelizmente não prevíamos que o fim de semana iria ser chuvoso, e os trabalhos não foram concluídos a tempo do retorno das chuvas. Estamos saindo de um inverno rigoroso, e no momento em que cessaram as chuvas iniciamos a recuperação do telhado. Lamentamos o ocorrido, mas estamos trabalhando na recuperação do prédio”, disse ao UOL Educação.

Segundo o secretário, foram destinados R$ 30 mil para a reforma inicial do prédio da escola e estão programados mais R$ 150 mil, que serão gastos após processo de licitação. “Existe um trâmite burocrático; se eu fugir dele, vou preso. Emergencialmente, iniciamos uma reforma para ir dando tempo do processo licitatório andar e a escola não ficar desassistida”, afirmou.

Mato e animais peçonhentos

Mas não é só o risco de choque elétrico devido às infiltrações que os alunos enfrentam na unidade. No mês passado, pais e alunos denunciam que os estudantes convivem com ratos, baratas e até escorpiões nas salas de aula. O problema ocorre devido ao mato e os entulhos que estão numa parte do prédio que foi isolada em 2006.  

No espaço estão oito salas de aulas em situação degradante. As paredes estão mofadas, as salas sem portas e com a ferragem enferrujada. O pátio da escola que deveria ser usado para o recreio dos alunos abriga centenas de carteiras escolares quebradas, que se amontoam junto aos entulhos.

Beltrão informou que existe uma verba de custeio destinada à realização de pequenas manutenções nas escolas municipais e destacou que a Escola Maria José Carrascosa recebe a ajuda. “A limpeza do mato e a retirada dos entulhos são de responsabilidade da direção da escola”, argumentou.

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