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Relato de um inscrito: Na minha opinião, algo precisa ser revisto, a prova é muito cansativa

Do UOL, em Maceió

07/11/2012 04h00

Após muitas tentativas de acerto, o MEC (Ministério da Educação) parece ter conseguido encontrar a fórmula apropriada para a construção e aplicação das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).  Este ano, de acordo com o que pude observar, o exame pareceu mais organizado.

Fiscais que orientavam sobre os procedimentos que cada aluno deveria tomar, o horário de tempo restante para a conclusão da prova sendo divulgado a cada meia hora, a atenção dos aplicadores em relação a postura dos alunos diante das provas. As equipes pareciam ter uma maior atenção e responsabilidade na aplicação do exame e o resultado foi dois dias de prova sem muitos problemas. 

Para aqueles, que assim como eu, fizeram a prova para testar os conhecimentos ou relembrar os assuntos da época em que ainda eram estudantes do nível médio, a responsabilidade e o peso por concorrer a uma vaga em uma universidade fica diminuída, ou quase nula. Não fui fazer o exame como sendo algo decisivo para a minha vida profissional futura. Fiz a prova mais para observar quais os conteúdos que ainda caíam, se assuntos de anos anteriores, como os que caíram quando prestei vestibular ainda eram vistos no concurso.

O resultado de dois dias de Enem foi me deparar com um conjunto de questões em que somente decorar conteúdos e fórmulas não adianta mais. Quem deseja sentar em uma carteira da sala de uma universidade pública que seleciona pelo Enem deve ficar atento ao que acontece no mundo, ler, buscar saber sobre temas atuais, pois o que se espera dos futuros universitários é um misto de conhecimentos prévios e visão geral. 

Na minha opinião, algo ainda precisa ser revisto. A prova é muito cansativa, principalmente para o aluno que, diferentemente de mim, sente o peso da responsabilidade e do desejo pela conquista de uma vaga. São 90 questões por dia e no último dia ainda tem a redação. Nenhuma das questões pode ser ignorada, uma única questão pode ser decisiva no momento final da seleção. O exame, realmente, tem a finalidade de testar, mas muito mais que testar conhecimento é uma prova de resistência e de bom condicionamento psicológico do candidato.