Professor acusado de agredir aluno usa escolta policial para sair de escola em MG

Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte

Um professor acusado de agredir um aluno de 16 anos dentro de uma escola estadual situada na cidade de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, necessitou de escolta policial para conseguir sair da unidade de ensino, na manhã desta quinta-feira (18).

De acordo com o boletim de ocorrência, o suposto caso de agressão teria ocorrido durante a aplicação de uma prova de geografia em uma das salas da Escola Estadual Efigênia de Jesus Werneck.

Segundo a PM (Polícia Militar), o aluno, matriculado no segundo ano do ensino médio, afirma ter sido agredido com um soco no rosto desferido pelo professor, que não teve o nome divulgado. A agressão teria sido feita porque o aluno se recusou a sair da sala após determinação do educador, que havia chamado a sua atenção. O aluno estaria tumultuando o ambiente na hora da aplicação do teste.

De acordo com o boletim, o professor negou ter agredido o aluno.

Os diários de classe foram rasgados pelos demais estudantes que se revoltaram com a atitude do homem. Ele precisou se refugiar em um dos banheiros da unidade de ensino, sendo posteriormente resgatado pelos militares que atenderam a ocorrência, após terem sido acionados por uma supervisora da escola.

No momento em que era retirado do local, estudantes se exaltaram e começaram a atirar pedras no veículo da PM, que teve o vido traseiro quebrado. O tumulto na porta da escola só acabou com a retirada do homem do local. Os envolvidos no episódio foram levados para uma delegacia da Polícia Civil localizada na cidade.

A assessoria da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que foi enviada uma equipe da Superintendência Regional de Ensino para apurar o caso. Se alguma medida administrativa por parte da secretaria for tomada, ela somente será decidida após a conclusão dos trabalhos desse grupo.

A escola atende alunos matriculados nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

A assessoria da Polícia Civil mineira ainda está tentando entrar em contato com o delegado responsável por ter ouvido os envolvidos.

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