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História geral

Antecedentes da Revolução Francesa

Luciane Cristina Miranda de Jesus*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Ponto de partida

Ler o texto "A queda da Bastilha e o fim do regime absolutista".

Comentários

Para que os alunos entendam o que foi a Revolução Francesa, faz-se necessário elaborar planos de aula específicos para cada etapa do processo revolucionário. Portanto, este plano traz subsídios para conhecer os motivos que fomentaram uma ruptura nas estruturas social e política francesa da época.

Objetivos

1. Verificar os traços do feudalismo na estrutura social francesa.
2. Conhecer os motivos que impulsionaram a atuação política das classes sociais que estavam fora do processo político francês.
3. Organizar, sequencial e cronologicamente, os eventos que proporcionaram um prenúncio de ruptura na estrutura política e social francesa.

Estratégias

1. Ao trabalhar com os antecedentes da Revolução Francesa, é bom fazer um retrospecto com os alunos sobre os privilégios feudais, pois a estrutura social da França, no final da Idade Moderna, ainda guardava características do feudalismo.

2. Imprima o texto sugerido acima e entregue aos alunos. Alerte-os de que a leitura não seguirá na ordem do texto. Peça que enumerem os parágrafos, de modo que o professor tenha liberdade de escolher por qual parágrafo é melhor iniciar a leitura.

3. Comece partindo do quarto e terceiro parágrafos. Para melhor elucidá-los, não deixe de explicar que, além da crise financeira e de abastecimento de alimentos, a França também amargava uma alta dívida externa, por ter apoiado a independência norte-americana em 1776 (com o intuito de enfraquecer a Inglaterra).

4. Utilize a lousa e desenhe a pirâmide social francesa daquela época. Divida-a em três partes, sendo a base a maior entre elas. No topo, destaque o clero, chamado também de Primeiro Estado; abaixo deste, a nobreza (de espada, de toga, e dona de terras), chamada de Segundo Estado; e, por fim, a base, composta pela alta burguesia (banqueiros, comerciantes, industriais), pela baixa burguesia (profissionais liberais), pelos trabalhadores urbanos e pelos camponeses.

5. Esclareça que o Terceiro Estado sustentava economicamente, por meio do pagamento de impostos, os outros dois Estados. Ao mesmo tempo, era ignorado nas decisões políticas.

6. Comente com os alunos que, diante das pressões financeiras, Luís 16 decidiu convocar uma assembléia, no ano de 1787, com o Primeiro e o Segundo Estados, no intuito de limitar seus privilégios. A Assembléia dos Notáveis não teve êxito e Luís 16 convocou os Estados-Gerais.

7. Saliente a importância da convocação da Assembléia dos Estados-Gerais, em maio de 1789, lembrando que a última convocação datava de 1614. Comente que, nessa assembléia, cada Estado tinha direito a apenas um voto, mas o Primeiro Estado (clero) e o Segundo (nobreza) se uniram para vencer o Terceiro.

8. Esclareça que o Terceiro Estado não aceitou o resultado dos votos e exigiu que a votação para solucionar os problemas fosse contabilizada não mais por Estado, e, sim, por cabeças que compunham os três Estados. Para os historiadores, essa reação é o prenúncio da revolução.

9. Deixe claro que, desse ponto em diante, a França mergulharia numa profunda mudança estrutural, cujos desdobramentos serão estudados em outra aula.


*Luciane Cristina Miranda de Jesus, formada em história pela Universidade de São Paulo, é professora dessa disciplina na rede particular de ensino do Estado de São Paulo.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

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