Introdução
Conhecer apenas os limites do processo de independência brasileiro pouco colabora para a compreensão das relações entre os grupos que dominavam a cena política do país. Portanto, conhecer o conflito denominado "Noite das Garrafadas" pode permitir reflexões sobre a relação entre brasileiros e lusitanos durante a monarquia brasileira.
Objetivos
1. Conhecer as razões que motivaram a Noite das Garrafadas.
2. Conhecer o clima político que antecedeu a abdicação do trono por dom Pedro 1º.
3. Usar a música como estratégia para debates sobre fatos históricos.
Estratégias
1. Não explique aos alunos qual fato histórico estudarão. Apenas esclareça que os objetivos da aula serão conhecidos à medida que a atividade estiver em andamento.
2. Estruture uma pequena encenação em sala de aula, na qual os alunos da turma estejam divididos em dois grupos. O primeiro representará o papel dos lusitanos no país, com todos os seus privilégios. O outro deverá assumir o papel dos brasileiros. Faça com que os alunos conheçam os interesses de portugueses e brasileiros por meio das falas que lerão aos colegas.
Observação: as falas devem ser escritas pelo professor e entregues a todos os alunos.
3. Depois da leitura, faça uma exposição, retomando algumas falas dos personagens (elas podem estar expostas por meio de um retroprojetor), para que os alunos tenham dimensão das relações sociais entre portugueses e brasileiros.
4. Leve à sala de aula o texto
Noite das garrafadas - Portugueses e brasileiros entram em conflito e leia com os alunos.
Atividades
1. Peça que os alunos, organizados em equipes, escrevam uma paródia musical que reconte o fato histórico. Os alunos devem ter tempo hábil para ensaiar a apresentação da música.
2. Depois da apresentação dos grupos, peça que todos os alunos escolham qual a letra que melhor explicou o conteúdo. Para finalizar, toda a turma deve aprimorar a letra vencedora, de modo que ela explique, com perfeição, as razões que levaram à Noite das Garrafadas.
Sugestão
Se o professor trabalhar a mesma estratégia com várias turmas, seria interessante levar representantes das salas para apresentar suas paródias aos colegas, o que favoreceria a troca de conhecimentos.
*Érica Alves da Silva é historiadora.
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