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Física

Astronomia: o sistema solar

Luís Fábio Simões Pucci*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Objetivo

Caracterizar os principais astros do sistema solar e construir um modelo em escala, utilizando relações matemáticas para visualizar a distribuição espacial dos planetas (tamanhos em relação a distâncias).

Ponto de partida

Leitura ou apresentação de textos didáticos e paradidáticos. Nos textos e apresentações, devemos destacar o confronto, no processo histórico, entre os modelos geocêntrico e heliocêntrico.

Nomes como Galileu, Copérnico, Kepler e Newton estão relacionados com esse processo histórico e podem ser abordados nas apresentações ou sugeridos como tópicos de pesquisa.

Outra possibilidade é assistir a documentários sobre o tema "Sistema solar" (disponíveis na programação de canais como o Discovery Channel ou na série Cosmos, entre outros).

É importante que o professor direcione os trabalhos e os materiais de leitura para a construção de conceitos básicos. No final, o educador deve avaliar se os alunos dominam os conceitos de "estrela", "planeta", "satélite natural", "aceleração da gravidade" e "órbita".

Estratégia

Leituras, pesquisa e construção de modelo em escala do sistema solar, em grupos de, no máximo, três alunos.

Atividades

Reprodução
Terra, Vênus (atrás), Marte, Mercúrio e o planeta-anão Plutão (frente) em tamanhos comparativos.


  • Parte 1

    Como atividade de introdução ao tema, é interessante trabalhar em sala de aula os conteúdos que versam sobre o tema "Terra e sistema solar", em especial aqueles que permitam aos alunos conhecer o Sol, os planetas e os seus principais satélites. Para isso, podem ser usados livros, vídeos, pesquisas e softwares de simulação.

    Para consolidar os estudos e favorecer a visualização do sistema em escala, já que isso não é possível com as leituras e pesquisas bibliográficas, uma atividade interessante é pedir que os alunos construam, em grupos, um modelo em escala do sistema solar.

    Essa atividade faz com que os alunos sintam-se desafiados a pesquisar, calcular e construir uma maquete simples do sistema, que levará em conta o tamanho dos planetas e as distâncias que eles guardam em relação ao Sol. Para isso, nessa escala, vamos adotar que o Sol assuma o tamanho de uma bola de basquete. Traga uma bola para a sala de aula e coloque o desafio: qual seria o tamanho dos demais planetas se o Sol tivesse o tamanho de uma bola de basquete?

    Ofereça livros, revistas ou sites da web para eles pesquisarem o tamanho (diâmetro equatorial) do Sol e dos outros planetas. Os alunos podem montar uma tabela como a colocada abaixo - e devem fazer todos os cálculos necessários, podendo utilizar uma calculadora. Aqui, apresentamos alguns resultados possíveis:

    Astro
    Tamanho real
    aproximado (em km)
    Tamanho reduzido
    (aproximado)
    Sol
    1.400.000
    bola de basquete
    Mercúrio
    4.878
    cabeça de alfinete
    Vênus
    12.101
    semente de mamão
    Terra
    12.756
    semente de mamão
    Marte
    6.788
    semente de uva
    Júpiter
    142.796
    bola de tênis
    Saturno
    120.000
    bola de pingue-pongue
    Netuno
    50.800
    bola de gude
    Urano
    49.500
    bola de gude


    Observação: procure um espaço adequado na escola, onde os alunos possam apresentar seus trabalhos.

  • Parte 2

    Também é possível pedir, caso o professor tenha tempo, uma continuação do trabalho, agora tratando da distância que cada planeta guarda em relação ao Sol. Basta supor uma distância adequada (em escala de redução) entre a Terra e o Sol (por exemplo, 30 metros, distância possível de ser representada numa quadra de esportes).

    Utilizando uma tabela de distâncias reais, os alunos podem estabelecer em que ponto cada planeta deveria ficar, usando os objetos que resultaram da primeira parte da atividade.

    Basta colocar o Sol (a bola de basquete), a Terra (semente de mamão) a 30 m dele, e, depois, pedir para que os alunos coloquem os demais planetas. Eles terão uma excelente idéia da vastidão do Sistema solar - e do Universo.

    Referências

    Introdução aos movimentos celestes

    As leis de Kepler e Newton

    Rotação, translação, precessão e nutação

    Site da NASA

    BAROLLI, Elisabeth; GONÇALVES FILHO, Aurélio. Nós e o universo. 2. ed., São Paulo: Scipione, 1991.

    PUCCI, L. F. Espaço, o último desafio. São Paulo: Devon, 2002.

    SAGAN, Carl. Cosmos. (Há o livro e, também, série da tevê, disponível em DVD.)

    *Luís Fábio Simões Pucci é professor do Instituto Galileo Galilei para a Educação.
  • Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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