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História do Brasil

Revolução Paulista (1932)

Camila Koshiba Gonçalves*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Objetivos

1) Identificar as razões pelas quais os paulistas encamparam uma guerra contra o Governo Provisório de Getúlio Vargas;

2) Compreender a função da propaganda política nos anos 30;

3) Constatar a permanência do "paulistismo" no momento das comemorações do 4º Centenário da Cidade de São Paulo, cerca de duas décadas mais tarde.

Ponto de partida

1) Ler o texto sobre Tenentismo, no site Educação;

2) Ler as informações sobre a simbologia do Obelisco-Mausoléu do Parque do Ibirapuera disponíveis no site da Prefeitura de São Paulo.

Justificativa

A Revolução Constitucionalista de 1932, iniciada 45 dias após a morte dos estudantes Martins, Miragaia, Drausio e Camargo (MMDC), durante tentativa de invasão a um jornal tenentista em maio de 1932, é tema obrigatório nos conteúdos de História do Brasil.

Carrega no nome o peso de um movimento que prescrevia a implementação de uma democracia no país, mas a participação da velha oligarquia cafeeira no movimento tornava patente o desejo de retorno ao passado federalista da 1ª. República.

A exigência de uma Constituição e da nomeação de um interventor civil e paulista para o Estado de São Paulo possibilitou a aglutinação de membros do Partido Republicano Paulista e do Partido Democrático em torno do movimento, ao mesmo tempo em que o tema da autonomia e superioridade paulistas coadunou e eletrizou a população.

Mesmo sendo tratada de maneira passageira ao longo das aulas, a Revolução Paulista pode ajudar a esclarecer as lutas entre as diversas oligarquias existentes no país, a participação dos tenentes antes e depois do golpe de 1930 e a necessidade essencial de angariar as massas sob um objetivo comum.

Estratégias

1) Solicitar uma pesquisa prévia sobre o Obelisco-Mausoléu e uma outra, mais breve sobre, as comemorações do 4º. Centenário da Cidade.

2) Realizar discussão a partir dos dados obtidos. Ressaltar o "paulistismo" presente na elaboração arquitetônica do monumento, no empenho do governo em construí-lo e nas comemorações do 4º. Centenário.

3) Expor algumas imagens dos cartazes utilizados pelo governo paulista para convocação da população e para angariar fundos para a guerra. Sugerimos imagens que você pode acessar clicando aqui.

4) Identificar os grupos oponentes ao longo da Revolução.

5) Destacar a impotência bélica das tropas paulistas contra as tropas oficiais.

6) Realizar atividade de fechamento retomando a estrutura autoritária da 1º. República e o ressentimento da oligarquia paulista após o golpe de 1930.

*Camila Koshiba Gonçalves é mestre em história social pela USP e professora do Colégio Ítaca.
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012
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