
2) Estudar os elementos do período simples: sujeito e predicado;
3) Relacionar o período simples com o período composto;
4) Reconhecer recursos estilísticos presentes na poética de Paulo Leminski: ironia, duplo sentido, metalinguagem.
O assassino era o escriba |
| Meu professor de análise sintática
era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjugação. Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência. Foi infeliz. Era possessivo como um pronome. E ela era bitransitiva. Tentou ir para os EUA. Não deu. Acharam um artigo indefinido em sua bagagem. A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça. |
2) O professor pode também aproveitar a ironia do texto para discutir a nomenclatura
gramatical;
3) Outra possibilidade é a realização de um debate sobre o ensino de língua portuguesa e sobre a importância (ou não) das regras de gramática para o aluno.
2) Discussão em grupo de alguns dos temas a seguir:
a) Alguns termos que aparecem no texto não são mais utilizados (por exemplo: "sujeito inexistente"). Explique o porquê.
b) Como se classifica o sujeito?
c) Como se classifica o predicado?
d) Compare os elementos do período simples com os elementos do período composto;
e) Questione a intenção do eu lírico de matar o professor de análise sintática (ou melhor, os professores de língua portuguesa).
*Fátima Rodrigues é professora de língua portuguesa do Colégio Rio Branco.
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